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Política

A aliança com Flávio Bolsonaro, a disputa pela Câmara e o futuro das bancadas

Foco da articulação da semana é o apoio a Flávio, o início da discussão dos nomes para os ministérios e o controle das Casas Legislativas

A aliança com Flávio Bolsonaro, a disputa pela Câmara e o futuro das bancadas
No controle da Câmara, Sóstenes, Elmar, Motta e Marcos Pereira têm nomes comentados para uma possível disputa Mário Agra| Vinícius Loures/Câmara dos Deputados | Saulo Cruz/Agência Senado

O jogo das cadeiras na Câmara dos Deputados começou, embora os senadores do Partido Liberal, a maior bancada eleita em ambas as Casas, se preparem para comandar o Senado no próximo ano.

Isso, no entanto, não descarta a participação de um candidato do PL na Câmara. Um nome ventilado nos bastidores é o de Sóstenes Cavalcante, que faz parte da bancada evangélica.

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As alianças já estão sendo desenhadas, conforme O Brasilianista explicou sobre possíveis distribuições de ministérios, já que os partidos políticos de centro e direita organizaram anúncios ao longo da semana para formalizar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma fonte presente informou que essa discussão ficará somente para após as eleições, embora os nomes tenham passado a ser comentados.

O partido de Valdemar também não quer perder o controle, para avançar em pautas que, em uma eventual eleição de Flávio, passariam com mais tranquilidade, como a anistia de Jair Bolsonaro, a reforma do Judiciário e o impeachment de ministros.

Dificilmente o mesmo partido conseguiria comandar as duas Casas Legislativas. Se Flávio ganhar e escolher o senador Rogério Marinho (PL-RN) para a Casa Civil, Tereza Cristina (PP-MS) poderia ser outro nome para disputar a Presidência do Senado, abrindo espaço para Sóstenes na disputa pela Câmara. Marinho quer a liderança no Senado, como O Brasilianista explicou.

Motta e a maior bancada

Sobre Hugo Motta (Republicanos-PB), que está do lado de Lula nestas eleições, ainda não há uma conclusão de como ele fará para se reeleger presidente da Casa, havendo resistência a uma eventual continuidade.

Ao longo do mandato, o presidente da Câmara sofreu críticas por parte dos parlamentares da oposição sobre sua condução, que chegaram a ocupar a cadeira da Presidência para impedir o avanço das sessões.

A repercussão foi de crise institucional e de uma liderança vista como sinal de fragilidade. Ele ainda enfrentou a campanha intitulada "Congresso Inimigo do Povo" em pautas sensíveis como a PEC 6x1, que segue agora sob apreensão de Alcolumbre e do PL para avançar com a votação antes do segundo turno.

Uma parte do recado veio nestas eleições: embora tenha sido reeleito, seu pai, Nabor Wanderley, foi derrotado na disputa ao Senado na Paraíba para João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Ainda não há sinalização do que Motta pretende fazer para recuperar sua imagem.

Caso Lula seja reeleito, o PT, assim como o próprio presidente da Casa, terá dificuldades para costurar acordos com a maioria a fim de alavancar a reeleição do político.

O próximo presidente precisa de ao menos 257 votos para ser eleito. O PL é a maior bancada na Câmara, com 121 cadeiras, enquanto a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) tem apenas 88 cadeiras.

Elmar e Marcos

Elmar Nascimento (União-BA) já se habilitou para disputar a sucessão da Câmara em 2025 e chegou a liderar o maior bloco da Casa durante sua tentativa, mas perdeu força ao longo da disputa.

Uma fonte ligada à liderança do União sinalizou que esse tipo de articulação ainda é precoce. O foco da reunião de bancada da Federação União-PP nesta semana foi o apoio à campanha de Flávio.

Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, também está sendo ventilado pelos corredores da Câmara dos Deputados, embora não haja informações concretas sobre uma eventual disputa.

O Republicanos também formalizou apoio à campanha de Flávio Bolsonaro. Caso Motta dispute novamente, o partido pode tentar construir uma articulação com MDB, União, PP e PT para continuar na disputa ou pedir apoio ao PL, caso o Senado esteja sob o controle liberal.

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