A Oposição do Senado Federal deve se encontrar, nesta quarta-feira (7), a fim de organizar as estratégias para segurar o andamento da PEC 6x1, proposta que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais.
O plano, no entanto, ainda não está definido. Damares Alves (Republicanos-DF) disse ao O Brasilianista que a ideia da oposição é apresentar obstrução ou mesmo não preencher o quórum necessário para discutir e votar a matéria.
Mesmo que a proposta obtenha quórum qualificado para análise, ainda não se sabe quais parlamentares da oposição irão aderir ao texto.
Damares ressaltou que parlamentares do seu partido, o Republicanos, inclusive "apoiaram a proposta na Câmara dos Deputados", mas criticou o fato de a medida ter sido emplacada na semana logo após o primeiro turno, o que gera questionamentos sobre a sua real motivação.
Senado
Avaliando uma eventual desvantagem de seu candidato, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a senadora declarou não acreditar que um posicionamento contrário à proposta vá prejudicar a campanha do correligionário.
Ao ser questionada sobre a organização de eventuais alterações no texto, a senadora ressaltou que haveria apenas ajustes pontuais, mas não mencionou o que exatamente seria modificado.
No mérito da proposta, não ficou claro o que a senadora pretende alterar. Se a dúvida diz respeito ao tempo de transição entre os setores, a versão aprovada prevê um prazo de transição de até um ano e dois meses. Damares concorda com esse ponto, mas reitera que seriam necessários ajustes pontuais.
Mérito
Vale notar que mudanças no mérito do texto farão com que a proposta retorne para a análise da Câmara dos Deputados.
Para que a contagem das sessões de discussão do primeiro turno comece, é preciso haver quórum de abertura na sessão. Segundo interlocutores da oposição ouvidos sob reserva, o interesse do grupo é votar a matéria ainda nesta legislatura, por avaliarem que o texto não passaria na próxima composição do Congresso.
A primeira sessão de debate ocorreu nesta terça-feira (6), com a retomada das discussões agendada para esta quarta-feira.
Perguntada sobre a posição da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a estratégia de seu partido em relação à votação, Damares relatou que Tereza Cristina informou não ter tido tempo de se reunir com a oposição anteriormente, mas que o posicionamento seria definido nesta quarta-feira.
Alcolumbre cumpriu sua palavra
Embora o presidente do Senado tenha iniciado a discussão da proposta no plenário, a responsabilidade pela votação e eventual aprovação será estritamente dos senadores.
Em coletiva concedida nesta terça-feira (6), Davi Alcolumbre voltou a defender a pauta, conforme havia se comprometido na reunião com o governo Lula durante a semana do esforço concentrado. Alcolumbre reiterou que seu compromisso era pautar a matéria seguindo integralmente o rito constitucional.
Por enquanto, os partidos de oposição dispensaram a orientação formal aos parlamentares sobre como votar. Embora haja sensibilidade para a aprovação no Senado em dois turnos, o governo trabalha para atrair mais senadores interessados em aprovar a proposta.


