A informação de bastidor, revelada por um integrante do partido Novo que participou de uma reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aponta que a decisão sobre os nomes para os ministérios será tomada somente após as eleições do segundo turno. Portanto, não há nenhuma definição confirmada.
Os nomes que estão circulando estão no radar da equipe econômica de Flávio Bolsonaro.
As discussões tratam apenas de possíveis costuras para uma próxima gestão, motivadas pelo apoio e pela formação de frente para a campanha, já que alguns partidos não anunciaram apoio no primeiro turno. Flávio, se eleito, deve fazer cortes na quantidade de ministérios.
Não houve alinhamento até o momento em relação aos nomes indicados por Flávio, permanecendo indefinido quem ocupará as cadeiras.
Os partidos que estão apoiando a campanha de Flávio – Novo, Republicanos, União e Progressistas – eventualmente poderão ocupar ministérios, secretarias e cargos na próxima gestão.
Ainda é cedo para definir os nomes que ocuparão as vagas nos ministérios. Fato é que os participantes das conversas já discutiram reformas ministeriais, os ocupantes das respectivas pastas e o controle no Senado.
O integrante também afirmou que, durante a reunião, o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi ventilado para ocupar uma posição em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A primeira tentativa foi frustrada: o senador pediu para que a senadora fosse a sua vice, em vez do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
Conforme O Brasilianista adiantou, os senadores já estão trabalhando no nome de Rogério Marinho (PL-RN) para ocupar a liderança no Senado na próxima gestão e pautar o impeachment.
Casa Civil
Os nomes que estão sendo cotados, no entanto, ainda não estão definidos. Tereza Cristina é a favorita para ocupar a Casa Civil. O motivo observado é que essa indicação poderia reaproximar o governo da ala do Progressistas mais ligada a Arthur Lira, eleito senador por Alagoas para a próxima legislatura.
O último político a ocupar essa posição no governo de Jair Bolsonaro foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Outro nome sondado para ocupar uma posição seria o do senador Rogério Marinho (PL-RN). Como O Brasilianista adiantou, ele é o nome cotado preferido da oposição para ocupar a presidência do Senado no ano que vem. Eles (o Partido Liberal) não devem abrir mão do comando da Casa.
Essa opção depende diretamente de uma eventual desistência da disputa pela Presidência do Senado em 2027.
Fazenda
Como O Brasilianista explicou, Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, aparece como o nome mais cotado para comandar o Ministério da Fazenda. Na gestão Bolsonaro, essa pasta foi marcada pela atuação de Paulo Guedes.
Outro nome sondado para atuar na gestão de Flávio é Daniela Marques, que faz parte da equipe econômica do plano de governo do candidato.
Seu nome foi citado ao menos duas vezes nos bastidores para ocupar pastas do governo, mas a informação parece imprecisa diante de sua atuação na Caixa Econômica durante a gestão Bolsonaro.
Ela é citada para integrar a equipe econômica ou o "Ministério Social", a fim de ter controle na distribuição de benefícios em razão das fraudes.
Outra análise é que ela poderia voltar a integrar a presidência da Caixa.
Justiça
O Brasilianista ouviu uma segunda fonte envolvida nas reuniões sobre as cotações, a qual indica o nome de Ronaldo Caiado (PSD-GO) — que declarou apoio a Flávio — para ocupar o Ministério da Justiça. Essa possibilidade é citada em decorrência do trabalho por ele desenvolvido enquanto governador e da diminuição do índice de criminalidade no estado de Goiás.
Outro nome citado é Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, em São Paulo, cotado para ocupar o cargo de ministro da Justiça.
Existem duas outras análises para esse cenário: o favorito para ocupar o Ministério da Segurança Pública seria Derrite, caso as pastas da Justiça e da Segurança Pública continuem unificadas.
Agricultura
Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), aparece também como nome cotado para ocupar uma função na gestão de Flávio.
Mais cedo, a informação que circulava era de que, caso não fosse para a Casa Civil, Tereza Cristina poderia ocupar essa função.
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