O Instituto Democracia em Xeque publicou nesta sexta-feira (2) um relatório de balanço da campanha, antes do primeiro turno, a fim de mostrar o que dominou o debate digital em setembro.
O mês foi dominado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo presidente da República, Lula, que vem crescendo na reta final do primeiro turno por causa das medidas sociais realizadas especificamente nos últimos 15 dias.
A primeira quinzena foi marcada pelo caso Master e pela crise no Supremo Tribunal Federal.
Como O Brasilianista explicou, a Corte analisou um pedido de abertura de investigação sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes, a pedido de André Mendonça, por causa de conversas encontradas no celular do ex-banqueiro direcionadas ao ministro.
Depois que o ministro Flávio Dino pediu vista do processo, a análise foi interrompida.
Crescimento de Lula
A mudança que ajudou o petista foi o reajuste de 15% do programa Bolsa Família, o discurso na ONU e, após a sua ida a Nova York, a proibição das apostas esportivas e cassinos online.
Lula, que até então vinha sendo atacado por seu oponente, o senador Flávio, devido à proximidade dos dois escândalos, distanciou-se das menções negativas a partir do dia 22 de setembro.
A quantidade de menções sobre temas que o ajudaram a alavancar a campanha atingiu a marca de 1,5 milhão no dia 27 de setembro e, no dia 29, a marca de 1,7 milhão.
Agenda
Lula conseguiu fazer com que a agenda e as ações de governo virassem pauta de discussão nas redes sociais, além dos assuntos mencionados anteriormente.
Também entraram no radar o comunicado do Ministério da Saúde sobre a distribuição de caneta emagrecedora no SUS e decretos de proteção ao consumidor no processo de aquisição de ingressos para shows.
No eixo de economia, a nova medida anunciada, o Desenrola 3.0, para negociação de dívidas de microempreendedores, também ganhou destaque.
O engajamento sobre assuntos de segurança pública foi o de maior projeção, especialmente sobre como deputados e senadores estavam destinando emendas para a área.
O segundo maior pico, no mesmo eixo, ocorreu durante os dias 22 e 23, sobre a emenda de R$ 199 mil destinada por Flávio Bolsonaro a uma instituição que desviou verba para arcar com escritório de advocacia, segundo apurou a Polícia Federal.
Dark Horse, Master e Nossa Senhora

Flávio Bolsonaro ganhou estabilidade nas redes sociais por causa das pesquisas de institutos como Veritá e Datafolha, que o ajudaram a ganhar força sobre um eventual segundo turno.
Ainda assim, ocorreram “pressões digitais” quando associaram Daniel Vorcaro ao seu pedido para financiar o filme que conta a história política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A partir de 22 de setembro, o instituto registrou que a pauta religiosa superou a segurança pública.
O senador foi alvo de críticas após acusar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de se associar à campanha petista, devido a acusações falsas nas redes de que ele removeria o título de Padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
Siga nossas redes: O Brasilianista!


