Nesta segunda-feira (7), apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniram na Avenida Paulista em um ato para mobilizar a base eleitoral e criticar a gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Michelle Bolsonaro (PL-DF), que concorre ao Senado, não esteve presente sob a justificativa de que estaria cuidando de seu marido, Jair Bolsonaro.
As mensagens se concentraram na insatisfação da população com a atual gestão, na crítica ao aumento de juros e impostos, além de pautas sobre Segurança Pública e políticas voltadas para mulheres.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi alvo da manifestação, com pedidos explícitos de impeachment.
Os políticos presentes focaram em declarar que Jair Bolsonaro será anistiado na próxima gestão, caso Flávio vença as eleições.
O Brasilianista acompanhou o desfile oficial na Esplanada dos Ministérios. Ao ser questionado sobre o clima eleitoral e a gestão atual, o público presente manifestou insatisfação.
Abertura de Kicis
A deputada federal e candidata ao Senado Bia Kicis (PL-DF) abriu os discursos afirmando que o próximo 7 de Setembro deve ser marcado por uma gestão de Flávio Bolsonaro. Ela também puxou aplausos ao ministro do STF André Mendonça.
O ministro teria autorizado a análise de dados apreendidos em outro inquérito, que mencionavam Alexandre de Moraes e outras autoridades.
“Nós vamos fazer o impeachment de Alexandre de Moraes. E mais: nós não queremos só o impeachment. Queremos o afastamento, a investigação e a prisão de todos aqueles que estão perseguindo, calando e censurando as pessoas honestas deste país. Por isso peço a vocês: vamos colocar o Flávio na Presidência, libertar os presos políticos e libertar o nosso presidente Bolsonaro”, declarou Bia Kicis.
'Fora Moraes' e 'Fora Lula'
O mote “Fora Lula e Fora Moraes” ganhou força durante o discurso de Bia Kicis.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), também participou do evento e discursou contra o governo federal, afirmando que a atual gestão faz empresas fecharem e a população mais pobre sofrer. Ele reforçou as ações do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que busca uma vaga no Senado e defende a continuidade da gestão estadual.
Tarcísio também aproveitou para criticar a gestão e disse que as pessoas ficaram endividadas em decorrência de um governo que gasta demais. Além disso, afirmou que a população está gastando seu dinheiro em apostas esportivas(bets) e perdeu a esperança.
Derrite reforçou o discurso de Segurança Pública, afirmando que criminosos serão presos ou neutralizados a partir do primeiro dia do próximo ano.
O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, fez um apelo pelo retorno de Jair Bolsonaro, ressaltando que a anistia ao ex-presidente dependerá do resultado das urnas.
Gayer e Alfredo Gaspar
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que disputa o Senado, esteve presente na Paulista para defender que a condenação de Bolsonaro deve ser anulada. Gayer é um dos parlamentares que defendem que o eleitor escolha candidatos com coragem para pautar o impeachment de ministros do STF.
O deputado federal e candidato a vice na chapa de Flávio, Alfredo Gaspar (PL-AL), deu sequência aos ataques contra os dois principais alvos do ato. “Não existe Lula sem Alexandre e não existe Alexandre sem Lula. Por isso, nós vamos dizer: fora Lula e fora Moraes”, disse.
Gaspar ressaltou que o Nordeste votará em Flávio e declarou que Lula representa o passado — associado à corrupção, ao crime organizado, aos juros altos e à falta de oportunidades —, enquanto o futuro seria um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Nikolas rebate acusações
Nikolas Ferreira (PL-MG) usou o espaço para rebater as acusações de envolvimento com Daniel Vorcaro. O deputado afirmou que não se aproximou do ex-banqueiro, como teria feito o ministro Moraes, e declarou que o lugar do magistrado "é na cadeia".
“Eu nunca fiz contrato, os meus filhos nunca receberam cartão de crédito do Banco Master, o Vorcaro nunca pediu para eu interferir nas decisões da PGR e da PF, e eu não troquei meu celular durante as conversas com o Vorcaro. Se não, senhores, eu não me chamaria Nikolas Ferreira, eu me chamaria Alexandre de Moraes”, disse Nikolas.
Ele aproveitou também para citar Paulo Gonet, procurador-geral da República, mencionado em mensagens analisadas pela Polícia Federal na Operação Compliance. Nikolas fez críticas a Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre(União-AP), a pautar o pedido de impeachment.
O discurso de Flávio
Ao discursar na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro usou as apurações da Polícia Federal que citam o filho do presidente para criticar a atual gestão, afirmando que Lulinha vive às custas do “aposentado do INSS” e acusando Lula de provocar um “caos moral” no país.
“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes. Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro 'Alexandres de Moraes' para o STF. Eu vou indicar cinco ministros, porque Alexandre de Moraes vai cair. Serão homens e mulheres contra o aborto, contra as drogas e contra a ideologia de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição, não persigam adversários e ajudem a resgatar a credibilidade do Supremo”, declarou.
Na reta final do discurso, o candidato endureceu a pauta de segurança pública ao prometer o combate ao crime organizado, a aprovação da castração química para estupradores e a obrigatoriedade de trabalho para presidiários custearem suas penas. Ele concluiu afirmando que governará para todos e reforçou compromissos com a saúde, a defesa da família e o público feminino.
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