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Política

As mulheres apoiadas por Flávio Bolsonaro na disputa ao Senado

Flávio anunciou, em live, que pretende apoiar sete mulheres ao Senado e ampliou sua articulação junto às candidaturas femininas

As mulheres apoiadas por Flávio Bolsonaro na disputa ao Senado

Após os desgastes com Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a encabeçar uma onda de apoios a candidaturas femininas ao Senado, encampando, na prática, a própria pauta impulsionada por sua madrasta no PL Mulher.

Dos 47 nomes em todo o Brasil que o senador se comprometeu a apoiar, sete mulheres têm o apoio de Flávio: Mara Rocha (Acre), Marina Cândida (Alagoas), Rayssa Furlan (Amapá), Bia Kicis (Distrito Federal), Michelle Bolsonaro (Distrito Federal), Maguinha Malta (Espírito Santo) e Carol de Toni (Santa Catarina).

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Ao todo, 33 candidatos são do PL. O restante é formado por integrantes de União Brasil, PP, Novo e MDB.

O Brasilianista noticiou, inclusive, que o senador não vai apoiar a candidatura do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que sinalizou neutralidade após mágoas decorrentes da investigação da Polícia Federal envolvendo o líder do Progressistas e Daniel Vorcaro.

O caso de Carol de Toni e a permanência no PL

No início do ano, a deputada federal Carol de Toni (PL-SC)cogitou sair do Partido Liberal, por conta da chegada o do então vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro para concorrer a uma vaga ao Senado por Santa Catarina.

Carlos mudou de estado para disputar as eleições ao Senado por Santa Catarina, mesmo estado onde o seu irmão Renan Bolsonaro disputará as eleições à Câmara dos Deputados.

Na ocasião, Michelle Bolsonaro ajudou a deputada a distensionar a situação. A direção do partido cogitava uma aliança com o Progressistas para a reeleição do senador Esperidião Amin (PP), e Carlos, quando saiu do Rio de Janeiro para disputar no Sul, passou a ocupar o espaço de Carol.

Carol de Toni disputou as eleições pelo PL em 2022, sendo a deputada federal mais votada, com mais de 225 mil votos. Agora, ela segue na disputa com o apoio de Flávio, que apoia também Carlos Bolsonaro na mesma chapa.

Chapa pura em Brasília com duas mulheres

Outra chapa pura e feminina que terá o apoio de Flávio Bolsonaro é a da deputada federal Bia Kicis, que concorrerá ao Senado e é uma aliada de longa data de Jair e de Michelle Bolsonaro.

Valdemar Costa Neto havia sinalizado, no entanto, que a decisão sobre a continuidade da disputa de Michelle ao Senado dependia do aval do seu marido, que se encontra em prisão domiciliar e precisa de cuidados médicos.

Na última semana, em nota, o irmão de Michelle, Diego Torres, anunciou que ela segue na disputa. Após um período de desgaste entre Flávio e Michelle, a então presidente do PL Mulher deixou a função e gravou um pronunciamento expondo os conflitos entre os dois.

Michelle Bolsonaro disse que se sentia desrespeitada pelo enteado, que já chegou a afirmar que ela não entendia de política. Flávio precisou pedir desculpas publicamente, em acordo costurado por Celina Leão, governadora do DF, e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Até o momento, Michelle não apareceu ao lado de Flávio, mas agradeceu a participação das mulheres que foram cogitadas para ocupar o cargo de vice — sem sucesso. Por fim, a senadora parabenizou a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

Bia Kicis, que disputou a Câmara dos Deputados duas vezes, agora segue na disputa com Michelle ao Senado pelo Partido Liberal. Essa é a única chapa pura composta por duas mulheres.

A advogada se aproximou de Jair Bolsonaro ainda em 2018 e atuou como defensora do ex-presidente e das pautas implementadas durante a sua gestão, tanto ao longo do mandato presidencial quanto na atual legislatura. Sua campanha ao Senado é direcionada à defesa da liberdade de expressão e da segurança pública

Kicis disse, durante o evento de convenção do seu partido, que os “senadores bolsonaristas que forem eleitos vão pedir o impeachment dos ministros do STF que não respeitarem a Constituição”, sinalizando o tom da atuação do grupo no Congresso.

Em Alagoas, esposa do prefeito disputa o Senado 

Marina Cândida, esposa do ex-prefeito João Henrique Caldas (JHC), disputará as eleições ao Senado.

Antes, Arthur Lira (PP-AL) aparecia fortalecido com o apoio da família Bolsonaro após Alfredo Gaspar ser anunciado como vice de Flávio Bolsonaro.

O ex-prefeito de Maceió foi anunciado na convenção PSDB-Cidadania que disputará o governo do Estado de Alagoas. A última pesquisa de julho, do Paraná Pesquisas, mostra JHC em primeiro lugar, com 21,7% das intenções de voto. Na pesquisa, Alfredo Gaspar era o favorito, com 40,4% das intenções, seguido por Arthur Lira, com 39,8%. A pesquisa ainda não considerava Marina na disputa.

Marina não tem experiência eleitoral prévia, mas cresceu nas redes sociais ao dar visibilidade a projetos da prefeitura, reunindo cerca de meio milhão de seguidores.

Maguinha Malta, Rayssa Furlan e Mara Rocha

Maguinha Malta (PL-ES), filha do senador Magno Malta, é candidata ao Senado pelo Espírito Santo nas eleições de 2026. A filha do presidente estadual do PL deve seguir os mesmos temas defendidos pelo seu pai, com críticas ao governo federal e ao Judiciário.

Outro perfil que terá apoio de Flávio é o de Rayssa Furlan, que disputará as eleições no Amapá. A pré-candidata ao Senado já tem 61,8% segundo o Paraná Pesquisas de julho.

Médica e presidente do diretório estadual do Progressistas, conta com o apoio do Dr. Furlan, seu marido e ex-prefeito de Macapá que disputou o governo do Estado. Rayssa é conhecida por projetos voltados à inclusão e à assistência social.

No Acre, Flávio passa a apoiar a ex-deputada federal Mara Rocha (Republicanos-AC). A política, que foi eleita para a Câmara com mais de 40 mil votos, disputou o governo do Acre em 2022, quando conquistou 47 mil votos. Empresária e jornalista, Mara atua em pautas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ao setor rural e aos investimentos em produção.

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