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Política

Entenda quantas vezes Moraes restringiu visitas a Bolsonaro e quem foi impedido

Flávio Bolsonaro segue sem autorização para encontrar o pai até o fim do período eleitora

Jair Bolsonaro
Carlos Bolsonaro e Jair Renan tiveram o acesso liberado novamente nesta sexta-feira (21) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (21) que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a receber em prisão domiciliar os filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro.

Os encontros, porém, não poderão ter finalidade político-eleitoral nem servir para divulgação de manifestos, enquanto outras visitas continuam dependendo de autorização prévia do Supremo.

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Flávio foi o primeiro filho a ter a visita suspensa

A restrição mais recente começou com Flávio Bolsonaro. Em 13 de julho, Moraes determinou que o senador ficasse 90 dias sem visitar o pai depois que divulgou nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.

O documento apresentava Flávio como porta-voz e defendia sua pré-candidatura à Presidência da República.

A decisão manteve Flávio afastado do pai mesmo depois da posterior suspensão geral das visitas.

O senador, que disputa a Presidência em 2026, continua sem autorização para encontrar Bolsonaro até o fim do período estabelecido pela decisão.

Carlos Bolsonaro e Jair Renan tiveram situação diferente. Os dois ficaram impedidos de visitar o pai durante a suspensão geral de 30 dias determinada em julho, mas não receberam uma proibição individual equivalente à aplicada a Flávio.

Com o encerramento desse prazo, Moraes autorizou novamente os encontros dos dois irmãos. 

Moraes suspendeu visitas gerais por 30 dias

Em 17 de julho Moraes determinou uma suspensão geral das visitas a Bolsonaro pelo período de 30 dias.

Durante esse intervalo, permaneceram autorizados os atendimentos de médicos, fisioterapeutas e advogados.

A decisão também atingiu o pedido para que Javier Milei, presidente da Argentina, encontrasse Bolsonaro.

A defesa havia solicitado a autorização para a visita, prevista para 25 de julho, acompanhada por integrantes da comitiva argentina.

Além de Milei, estavam previstos Pablo Quirino, ministro das Relações Exteriores, Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente argentino, e Enrique Luis de Boero, intérprete.

Moraes vetou o encontro por considerar a finalidade político-eleitoral incompatível com as restrições impostas a Bolsonaro.

A mesma decisão proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos desse tipo, inclusive quando realizados por terceiros.

A regra continua válida mesmo após o encerramento da suspensão geral de 30 dias.

Restrições também ocorreram antes de julho

Em agosto de 2025, Moraes já havia estabelecido regras específicas para as visitas durante a prisão domiciliar de Bolsonaro.

O ministro autorizou naquele momento a visitação de familiares, mas determinou que as medidas cautelares, incluindo a proibição de uso de redes sociais por Bolsonaro ou por terceiros, continuassem sendo observadas.

Em março de 2026, durante uma internação hospitalar, Moraes também suspendeu encontros de aliados políticos que estavam autorizados.

Entre os nomes que tiveram as visitas canceladas estavam Bruno Scheid, Caroline de Toni, Jorginho Mello, Zucco, Ricardo de Mello Araújo, Rodrigo Valadares e Thiago Boava.

Na mesma decisão, o ministro autorizou Michelle Bolsonaro e os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, além de Laura e da enteada Letícia, a visitarem o ex-presidente.

O que aconteceu com outras visitas

Moraes cancelou visitas que já estavam autorizadas em novembro de 2025. Na ocasião, estavam previstos encontros com diferentes autoridades e apoiadores, e apenas advogados e a equipe médica permaneceram autorizados sem novo pedido.

Entre os encontros cancelados estavam visitas previamente autorizadas, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A defesa havia solicitado ainda outras 16 visitas, incluindo nomes como Sóstenes Cavalcante e Padre Kelmon.

O histórico também inclui pedidos individuais negados. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve uma solicitação de visita rejeitada, enquanto outros aliados receberam autorizações em diferentes momentos.

O STF passou a analisar os pedidos de acordo com as condições impostas ao ex-presidente.

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