O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas em São Paulo, tornou-se o centro de um debate político e institucional em Brasília ao assumir a relatoria do Projeto de Lei 5582/25, conhecido como PL Antifacção.
O texto foi enviado pelo governo federal após a megaoperação no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos e pretende criar um Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.
O documento, elaborado pelo Ministério da Justiça e revisado pelo ministro Ricardo Lewandowski, prevê aumento de penas e novas tipificações para organizações criminosas, podendo chegar a até 15 anos de prisão em casos de domínio territorial por meio da violência.
No entanto, as mudanças propostas por Derrite ao texto original abriram uma disputa entre o governo federal, as forças de segurança e Congresso. Especialmente no que diz respeito às ações da Polícia Federal, como mostrou anteriormente O Brasilianista.
Quem é Guilherme Derrite?
Como mostrou a BBC, Derrite é formado em Ciências Sociais e Segurança Pública pela Academia do Barro Branco e em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul. O deputado também tem pós-graduação em Ciências Jurídicas.
Sua passagem pela Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), tropa da PM paulista, ficou marcada por altas taxas de letalidade e por um áudio polêmico em que dizia ser “vergonhoso um policial não matar três pessoas em cinco anos” – declaração da qual mais tarde se retratou, afirmando que foi feita “em um momento de emoção”.
Já como parlamentar, foi autor do projeto que acabou com as saídas temporárias de presos (as chamadas saidinhas), aprovado em 2024 após o Congresso derrubar veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema segue em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

