Cansadas da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), famílias que acompanhavam o desfile do 7 de Setembro e conversaram com O Brasilianista reclamaram que o governo tem sido desastroso, ruim e deixado a desejar.
A principal queixa é a falta de renovação na política — tanto no Executivo quanto no Legislativo. Os sucessivos episódios de corrupção estimulam o eleitor a buscar novos gestores, independentemente de quem sejam, evitando o petismo, que, segundo relatos, permaneceu no poder por tempo demais.
Quando questionadas sobre o que as motivou a participar da cerimônia, as famílias citaram apenas o desejo de assistir à apresentação patriótica ou ver algum parente desfilar. O 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios também foi marcado pela expectativa de ver a Esquadrilha da Fumaça.
Em relação à política nacional e às eleições, houve muitas respostas negativas e um claro desconforto em comentar a atual gestão.
Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que realizará um ato na Avenida Paulista nesta mesma data, deve focar em pautas como o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, a associação ao governo Lula, o escândalo do Banco Master e as citações ao filho do presidente, Lulinha, utilizando a mobilização do feriado para desgastar a popularidade de seu oponente.
O nome de Lula
O nome de Lula gerava reações adversas sempre que era mencionado, acompanhado de gritos de “Fora Lula” ou cartazes com mensagens como "Lula, vá embora”.
Em meio às camisas verde e amarelas, vestidas por patriotismo, o sentimento predominante — independentemente de quem venha a ser eleito — é o desejo por alternância de poder e por uma troca definitiva de gestão, sob a justificativa de que “ninguém aguentaria mais quatro anos no poder”.
O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, praticamente não foi citado. Respostas como “Irei votar no oposto” ou “Independente de quem esteja se candidatando, irei votar” foram as mais recorrentes.
Há também um sentimento de apatia em relação ao pleito. Sem tecer comentários sobre o governo, eleitores que preferiram não se identificar relataram que nem pretendem ir às urnas ou que pretendem anular o voto.
O PT e o Congresso Nacional
De acordo com apoiadores petistas, as eleições tendem a ser polarizadas, mas Lula deve conseguir se sobressair.
Para o corretor de imóveis Marcelo Peixoto, a renovação é necessária, mas deve se manter à direita. Ainda assim, ele acredita que é possível que Lula seja eleito no primeiro turno.
Quem defende a gestão atual avalia que as redes sociais se tornaram um terreno fértil para a desinformação e critica a forma como a oposição dissemina fake news. Na avaliação de Peixoto, muitas pessoas não sabem exatamente o motivo de reclamarem do governo Lula e apenas replicam o que veem em vídeos na internet.
Peixoto afirma não ser petista, mas reconhece que o atual governo foca em políticas sociais que permitiram maior acesso à população.
Já os petistas defendem que a gestão tem trabalhado bem em prol da soberania nacional e que Lula é o candidato mais experiente e preparado para enfrentar as turbulências econômicas e políticas globais, além de negociar com o Congresso.
Os parlamentares, por sua vez, também não desfrutam de boa reputação. Mesmo sem perguntas diretas sobre as disputas para o Senado e para a Câmara dos Deputados, a visão geral do eleitorado é de que o Congresso precisaria passar por uma renovação, embora poucos acreditem que isso vá de fato acontecer.
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