Davi Alcolumbre (União-AP) chegou radiante nesta quarta-feira (14) para uma breve conversa com os jornalistas sobre a aprovação da PEC 6x1.
Antes de ingressar no Plenário, o presidente do Senado destacou que cumpriu o compromisso de pautar a proposta respeitando o rito regimental: votação do primeiro turno, apreciação do requerimento de quebra de interstício e, por fim, a votação conclusiva em segundo turno.
Sorridente, em aceno direto aos articuladores de um cenário desafiador para a condução dos trabalhos na Casa, Alcolumbre afirmou que anunciará em breve a data para a sessão solene de promulgação.
Os senadores aprovaram a matéria em dois turnos consecutivos, confirmando a apuração exclusiva de O Brasilianista sobre a previsão cravada pela liderança do PT. A líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), reuniu as assinaturas necessárias para a aprovação do calendário especial, submetido ao Plenário durante a sessão deliberativa.
Votação
No primeiro turno, quase todas as bancadas e suas respectivas lideranças orientaram voto favorável à proposta. As exceções foram as bancadas do PL, do PP e da Oposição, que optaram pela liberação de seus parlamentares.
O placar registrou 75 votos a favor e apenas um voto contrário, proferido pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Em ritmo acelerado, o segundo turno foi aprovado mantendo o mesmo placar favorável.
A sessão contou com o quórum de 77 senadores, além da presença de deputados da base aliada do Executivo que acompanharam presencialmente a votação no Plenário.
Áudio no microfone
O clima de empolgação tomou conta do Plenário. Durante a contagem de votos no primeiro turno, parlamentares da base governista entoaram cantos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em momento descontraído captado pelos microfones da Mesa Diretora, o senador Camilo Santana (PT-CE) conversou ao pé do ouvido com Alcolumbre sobre a condução da sessão, considerada histórica para o governo.
O presidente do Senado respondeu ao aliado: "não falei que ia dar certo?". Na sequência, Alcolumbre cumprimentou Teresa Leitão em comemoração ao resultado.
O Brasilianista também revelou que Alcolumbre atuou diretamente na semana passada realizando telefonemas para garantir a presença dos senadores no Plenário.
A movimentação refletiu a preocupação do parlamentar em reabilitar sua imagem institucional após os desdobramentos do primeiro turno das eleições municipais em seu estado.
Jaques Wagner e a liderança
O ex-líder Jaques Wagner (PT-BA), em esforço conjunto com a liderança petista, também telefonou para os parlamentares da base aliada solicitando o comparecimento à sessão desta quarta-feira para assegurar a aprovação da matéria.
Até a semana anterior, não havia ambiente político favorável para pautar a proposta. A atuação desta semana, porém, mostrou-se decisiva para o Palácio do Planalto, impulsionada por pressões populares e atos públicos organizados em frente ao Congresso Nacional.
A oposição, por sua vez, viu sua margem de manobra esvaziar-se. A estratégia de obstrução perdeu força à medida que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou apoio público à proposta, embora tenha feito ressalvas ao texto.
A bancada oposicionista aderiu ao texto sob o argumento de que a medida precisará de ajustes futuros para preservar a sustentabilidade do setor produtivo.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou no debate que a aprovação representa uma vitória expressiva de todos os parlamentares que votaram a favor do projeto.
Próxima sessão
Aproveitando a alta presença de senadores no Plenário, Alcolumbre colocou em votação o requerimento de calendário especial para a PEC da Segurança Pública, cujas assinaturas já haviam sido validadas.
A proposta tinha sido aprovada horas antes durante uma reunião de apenas 8 minutos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Com a aprovação do requerimento, o texto da PEC da Segurança Pública foi incluído oficialmente como item prioritário na ordem do dia da sessão marcada para esta quinta-feira (15).
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