Publicidade
Brenno Grillo

Análise: Truco, ladrão

Lula e Flávio Bolsonaro chegaram a um acordo sobre a divulgação dos sigilos dos candidatos, seus familiares, aliados e empresas

Rejeição alta de Lula e Flávio não abre espaço para 3ª via
Discussão se arrastava desde o debate da Band, no domingo (18) (Foto: Agência Brasil)

As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro chegaram, nesta quinta-feira (22), a um acordo sobre a divulgação dos sigilos bancário e telefônico dos candidatos à Presidência da República, seus familiares e aliados, além de parte de suas empresas.

A discussão que vinham se arrastando desde o debate da Band, no domingo (18), se transformou em um jogo de Truco, onde Lula pediu 3, Flávio gritou 6, o petista retrucou com 9 e ambos se abraçaram no 12.

Publicidade

O fato de ambos concordarem com o levantamento dos sigilos é sinal de que nada será encontrado, seja em CPF ou CNPJs, inclusive de aliados e familiares. A pizza que foi encomendada pelas campanhas está no forno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a responsabilidade de André Mendonça.

A abertura dos sigilos pelos dois candidatos contrasta com as denúncias de corrupção feitas pela imprensa contra ambos e promovidas pelas campanhas dos candidatos. A ideia de Lula e Flávio, desde o começo da campanha, é mostrar ao eleitor que o adversário é o mais corrupto.

Até agora, Lula tem sido abalroado, principalmente, pelas acusações contra Lulinha. O filho do presidente da República é investigado por tráfico de influência e suspeito de ter se beneficiado do Escândalo do INSS.

Lula também é alvo de críticas pela proximidade de seus aliados com Daniel Vorcaro e de erros do passado, quando foi investigado no Mensalão e condenado e preso na Lava Jato. Flávio e sua campanha fazem questão de lembrar isso.

Já Flávio tem sido acusado ligação com Daniel Vorcaro, a quem chamou de "irmão"; de lucrar com bets enquanto o povo se endividava; de sua proximidade com Willer Tomaz, advogado que foi preso temporariamente na Lava Jato, e de fazer orgias, uma delas durante a pandemia.

Pesa ainda contra Flávio a herança política do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse quesito, os dois argumentos mais usados pelos petistas são a condenação de Jair por tentativa de golpe de Estado e o descaso com a Saúde durante a Pandemia da Covid-19.

Fato é que Lula e Flávio têm aliados próximos envolvidos no Escândalo do INSS e no Caso Master, assim a maior parte da elite política e judicial do Brasil.  

Siga O Brasilianista!