As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro chegaram, nesta quinta-feira (22), a um acordo sobre a divulgação dos sigilos bancário e telefônico dos candidatos à Presidência da República, seus familiares e aliados, além de parte de suas empresas.
A discussão que vinham se arrastando desde o debate da Band, no domingo (18), se transformou em um jogo de Truco, onde Lula pediu 3, Flávio gritou 6, o petista retrucou com 9 e ambos se abraçaram no 12.
O fato de ambos concordarem com o levantamento dos sigilos é sinal de que nada será encontrado, seja em CPF ou CNPJs, inclusive de aliados e familiares. A pizza que foi encomendada pelas campanhas está no forno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a responsabilidade de André Mendonça.
A abertura dos sigilos pelos dois candidatos contrasta com as denúncias de corrupção feitas pela imprensa contra ambos e promovidas pelas campanhas dos candidatos. A ideia de Lula e Flávio, desde o começo da campanha, é mostrar ao eleitor que o adversário é o mais corrupto.
Até agora, Lula tem sido abalroado, principalmente, pelas acusações contra Lulinha. O filho do presidente da República é investigado por tráfico de influência e suspeito de ter se beneficiado do Escândalo do INSS.
Lula também é alvo de críticas pela proximidade de seus aliados com Daniel Vorcaro e de erros do passado, quando foi investigado no Mensalão e condenado e preso na Lava Jato. Flávio e sua campanha fazem questão de lembrar isso.
Já Flávio tem sido acusado ligação com Daniel Vorcaro, a quem chamou de "irmão"; de lucrar com bets enquanto o povo se endividava; de sua proximidade com Willer Tomaz, advogado que foi preso temporariamente na Lava Jato, e de fazer orgias, uma delas durante a pandemia.
Pesa ainda contra Flávio a herança política do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse quesito, os dois argumentos mais usados pelos petistas são a condenação de Jair por tentativa de golpe de Estado e o descaso com a Saúde durante a Pandemia da Covid-19.
Fato é que Lula e Flávio têm aliados próximos envolvidos no Escândalo do INSS e no Caso Master, assim a maior parte da elite política e judicial do Brasil.
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