Baixaria é a palavra que resume o debate da Band entre Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos à Presidência da República por PT e PL, respectivamente. Faltaram propostas aos candidatos, mas sobraram acusações de corrupção, meias verdades e mentiras de lado a lado.
Flávio acusou Lula de ser batedor de carteiras e ouviu do petista que é um miliciano. O senador também disse que o presidente da República é o candidato dos presidiários e recebeu como resposta do petista que aceitaria o voto "até do seu pai".
O presidente da República ligou o senador a Daniel Vorcaro, do Banco Master, a todo momento, sendo que ambos conversaram com o banqueiro e têm aliados bem enrascados com as orgias e as fraudes organizadas por Vorcaro.
No grupo do petista estão Guido Mantega, ex-ministro da fazenda dos governos do PT que fez lobby por Vorcaro juntamente com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT preso na Lava Jato.
Entre os amigos de Flávio no Caso Master, além do próprio senador — que chamou Vorcaro de "irmão" — há Nikolas Ferreira, que pediu desculpas ao banqueiro por criticar o evento do Master em Londres, e Ciro Nogueira, considerado "vice dos sonhos" pelo senador e que atuou em prol do banco no Senado.
A mesma hipocrisia se repetiu com o Escandâlo do INSS, esquema que desviou bilhões de aposentados e pensionistas. Lula e Flávio, mesmo com aliados e até parentes envolvidos nas fraudes, se acusaram por facilitarem o roubo de quem mais precisa.
Flávio associou Lula e Lulinha, filho do petista, à Roberta Luchsinger, lobista que admitiu em entrevista ser criminosa ao anunciar sua vontade de delatar. Porém, a Bravo Grafeno, empresa do senador do PL e de seu irmão Carlos Bolsonaro, divide o endereço e a estrutura contábil com companhias empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Quando o debate enveredou para gasto público, Flávio Bolsonaro acusou Lula de gastar R$ 300 bilhões para se reeleger. Só não disse que Jair Bolsonaro, seu pai, fez a mesma coisa — e perdeu, mesmo risco vivido atualmente pelo petista.
A discussão sobre economia foi uma série de perguntas sem respostas. Flávio questionou Lula sobre o endividamento das famílias, enquanto o presidente da República perguntou ao senador se o fim da Escala 6x1 será mantido.
Lula relembrou seus mandatos, principalmente o segundo. Disse que o Brasil só retomou o crescimento após seu retorno à Presidência e que aprovou melhorias para o MEI, a lei da pequena e da média empresa e que bancarizou 22 milhões de brasileiros.
Já Flávio Bolsonaro destacou a reação do mercado financeiro com vitória dele no primeiro turno, citou que pretende melhorar as contas públicas em R$ 200 bilhões e criticou a gastança do PT.
Sobre a segurança pública, Flávio Bolsonaro prometeu classificar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas nos primeiros dias de seu mandato, caso seja eleito.
Lula defendeu a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública para a União poder atuar mais na rotina que é obrigação dos governos estaduais.
Porém, Lula não explicou como as fronteiras do Brasil continuam tão perenes aos narcotraficantes e Flávio não detalhou como o Rio de Janeiro é um dos estados mais dominados pelo tráfico de drogas e pelas milícias.
Quanto à saúde pública, Flávio prometeu dar ao SUS o mesmo padrão do Hospital Albert Einstein. Lula prometeu mais recursos e melhorar a infraestrutura. Porém, ambos não disseram de onde sairá o dinheiro.
Nas relações com os EUA, Lula acusou Flávio, juntamente com o irmão Eduardo Bolsonaro, de trair o Brasil ao pedir a Trump tarifasse o Brasil. O senador negou que tenha feito tal pedido e disse que o presidente da República não soube negociar com os Estados Unidos.
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