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Política

Para escapar do PL, Carlos Lupi prefere Hugo Motta

Ao O Brasilianista, o presidente do PDT vê a possibilidade de formalizar o apoio do PSOL e do PT

Centro fortalece a reeleição de Hugo Motta com o aval de Carlos Lupi
Articulação busca conter o avanço do Partido Liberal no próximo mandato da Câmara dos Deputados (Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados )

O Brasilianista conversou com Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, nesta quinta-feira (22), a respeito da estratégia adotada pelo partido nas eleições para a Presidência da Câmara dos Deputados.

Lupi avalia que o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), são os nomes com "melhores condições de articulação política para continuar à frente do comando das duas Casas do Congresso Nacional".

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A decisão anunciada ontem (21), em conjunto com o PDT, foi bilateral. O arranjo ocorre, segundo Lupi, para conter a maior bancada eleita na próxima legislatura, do Partido Liberal, e evitar que a legenda assuma a Presidência da Câmara.

Sobre a possibilidade de PSOL e PT apoiarem a reeleição de Motta, o dirigente do PDT acredita haver espaço para consolidar esse arranjo e avançar nas tratativas.

O líder da bancada petista, deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), disse que o grupo vai conversar com os novos deputados eleitos.

O próximo mandato do Executivo

O arranjo político é configurado sob a perspectiva de que o próximo mandato da Presidência da República continue sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição.

Davi Alcolumbre e Hugo Motta contam com boa articulação política com o Poder Executivo, abrindo caminho para que Lula ratifique o apoio à permanência de ambos nos comandos das Casas Legislativas.

Como explicou Carlos Lupi, as agremiações partidárias costumam avaliar a realidade fática posta no Congresso, atuando para além da mera conveniência partidária.

PSB e PDT

O deputado Jonas Donizette, líder do PSB na Câmara dos Deputados, ao lado do PDT, oficializou o apoio à continuidade da gestão de Hugo Motta.

Para a eleição no Plenário, o candidato necessita da maioria absoluta dos votos da Casa, somando pelo menos 257 dos 513 parlamentares. 

As duas legendas concordaram com o movimento ao reconhecerem que a parceria entre o governo Lula e a Presidência da Câmara gerou avanços em pautas de interesse da sociedade.

Na semana passada, a base governista conseguiu ampliar o apoio para projetos que estavam represados no Congresso.

Alcolumbre cumpriu a sua palavra e colocou em votação a PEC que põe fim à jornada de 44 horas semanais, sem redução salarial para a classe trabalhadora, bem como o projeto de lei complementar que perdoa a dívida de Microempreendedores Individuais (MEIs) e amplia a margem de faturamento para R$ 140 mil até 2028.

Ambos os projetos foram aprovados e encaminhados para sanção recente.

Apoio amplo

Como O Brasilianista adiantou na semana passada, outras dez legendas e blocos já declararam apoio à permanência de Motta no comando da Câmara dos Deputados.

Vale ressaltar que a votação no Plenário é individual e secreta, embora as lideranças partidárias estabeleçam diretrizes ao comunicar a intenção de voto do bloco.

Somando-se a essa articulação, a formalização do grupo é composta pelo Republicanos, partido de Motta presidido por Marcos Pereira, pela federação União-PP, PSD, Podemos, MDB, pela federação PSDB-Cidadania e pela federação Solidariedade-PRD.

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