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Política

Senado concentra pautas do governo nesta semana enquanto ritmo na Câmara permanece incerto

Reunião de líderes conduzida por Hugo Motta busca definir as propostas que irão ao Plenário da Câmara nesta semana

Senado concentra pautas do governo nesta semana enquanto ritmo na Câmara permanece incerto
Proposta de ampliação para o MEI segue parada na Câmara, enquanto o governo anuncia pacote de ajuda à categoria Jefferson Rudy/Agência Senado

A pauta do Congresso Nacional está concentrada no Senado nesta semana em torno de dois temas centrais para o governo: a PEC da Segurança Pública e a PEC 6x1.

A PEC 6x1 sofreu forte pressão por votação e aprovação ainda nesta quarta-feira (14). Na semana passada, a oposição tentava organizar uma estratégia para adiar o debate da matéria.

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A situação mudou após uma avaliação interna indicar que um posicionamento contrário à proposta poderia prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na reta final do segundo turno. Os senadores do Partido Liberal (PL) e da oposição ainda não se reuniram para definir se liberarão a bancada ou se adotarão uma estratégia conjunta.

A tendência, segundo fontes de bastidor, é que a oposição vote alinhada à proposta do governo devido à forte apelo popular da pauta. Senadores como Damares Alves (Republicanos-DF) e o próprio Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declararam que pretendem votar a favor da PEC 6x1.

Ainda não é possível cravar o placar final, mas a base governista espera o apoio da maioria dos senadores. Caso o requerimento de quebra de interstício seja aprovado, o texto poderá ser apreciado em dois turnos na própria quarta-feira.

Outra hipótese mencionada por fontes próximas à oposição é a possibilidade de os senadores votarem a favor no primeiro turno, mas entrarem em obstrução durante a votação do segundo turno.

Reunião de Líderes

Nesta terça-feira (13), os deputados federais voltam a se reunir em sessão de líderes para discutir os projetos que podem entrar na Ordem do Dia do Plenário da Câmara dos Deputados.

Os parlamentares retomam os trabalhos uma semana após o resultado do primeiro turno das eleições, que definiu a nova composição da Casa e a reeleição de parte dos deputados.

Embora as lideranças e bancadas partidárias tenham indicado itens prioritários, a pauta final da Ordem do Dia permanece incerta. A sessão deliberativa será realizada de forma remota.

A tendência na Câmara é que o ritmo de votações siga lento, mesmo após o anúncio das pautas nas comissões temáticas. Segundo fontes ligadas às lideranças, é necessário definir uma agenda clara para garantir mais celeridade e previsibilidade às votações.

Paralelamente, a reunião da Comissão Mista do Congresso Nacional que avaliaria a Medida Provisória 1370/2026 foi cancelada. A proposta prevê a criação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e altera regras sobre a formação na área da saúde.

Pacote MEI

Em outra frente, o governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs), prevendo o perdão de dívidas e a ampliação do teto de faturamento anual.

Como O Brasilianista antecipou, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que trata do tema, segue travado na Câmara e ficaria para discussão após as eleições. Fontes que acompanham a reunião de líderes sinalizam que o assunto foi mencionado por assessorias técnicas, mas ainda não há confirmação sobre a inclusão da matéria na pauta de votações do Plenário.

O Brasilianista apurou com o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) que o texto seria analisado no período pós-eleitoral. O governo federal havia solicitado mais tempo à comissão especial alegando ausência de estimativa de impacto orçamentário.

A assessoria legislativa, contudo, revelou o documento contendo os cálculos elaborados pelo Ministério da Fazenda.

Até o momento, tanto os novos textos encaminhados pelo Palácio do Planalto quanto o PLP 108/2021, que já tramitava no Congresso, aguardam apreciação oficial.

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