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Economia

Governo libera R$ 30 bi para taxistas e motoristas de app

Proposta aprovada perto da eleição garante crédito com recursos do FGTS

Em ano eleitoral, governo amplia crédito para carros de transporte individual em R$ 30 bilhões
A proposta envolve a utilização de três fundos, sendo eles o FIIS, o FGO e o Fust para operar em projetos de conectividade Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (31), a Medida Provisória (MP) 1366/2026, que prevê um aporte de aproximadamente R$ 30 bilhões para facilitar a aquisição de veículos automotores por taxistas e motoristas de aplicativo.

A esperança anunciada do Move Brasil é que o motorista vá ter acesso a taxas de juros mais justas para adquirir o seu patrimônio.

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Lula disse, em maio deste ano, que ainda sonha em dar para motoqueiros “o direito de comprar uma moto boa, de qualidade, por um preço mais acessível, financiado pelo governo”.

A proposta altera as regras de fundos garantidores para ser realizada a troca dos carros. O texto segue para análise no Senado, na sessão que está prevista para ocorrer nesta terça-feira (1).

Para a estrutura desse fundo, a proposta permite utilizar os três fundos: o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), o Fust e o Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Quem vai financiar?

O FIIS terá como agentes financeiros o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para atuar nas funções de financiamento.

Cada instituição poderá contar com o financiamento de até 100% do FGP, porém existe um limite em relação à cobertura. Ela não pode ultrapassar 50% da carteira total garantida de cada instituição financeira.

O Comitê Gestor do FIIS deverá encaminhar ao Congresso um relatório explicando o impacto econômico e ambiental das linhas de crédito, uma vez que elas contemplam a aquisição de modelos elétricos.

O financiamento dos fundos

O Fundo de Inclusão Produtiva dos Trabalhadores de Aplicativos passa a financiar os veículos e a infraestrutura.

O Fundo de Garantia, portanto, cobre parte do risco das operações de crédito, e a fonte de receita do Fust pode ser usada para apoiar a conectividade em projetos relacionados.

O Move Brasil é uma sinalização do governo Lula com a promessa de que essa medida ajudaria os motoristas a financiar a troca das frotas — trabalhadores que passam mais de 12 horas por dia rodando para movimentar a economia e que precisam manter as contas em dia, ajudar a família e pagar o litro da gasolina.

O esforço para agradar motoristas

Senado aprova MP com emenda da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) para incluir financiamento de até R$ 250 mil para pessoas com deficiência (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Fazenda trabalhou junto ao projeto a fim de obter o resultado dos R$ 30 bilhões para o programa.

Para as montadoras que participarem do programa, o governo exigiu uma redução de 5% abaixo da tabela para o financiamento.

A taxa de juros em relação à prestação dos veículos seria, no ano, de 12,6% para os homens e, para as mulheres, de 11,5%. As mulheres também poderiam pegar um financiamento para equipamentos de segurança.

O governo ainda prometeu, para o Move Brasil, a criação de 100 pontos de apoio para o bem-estar dos motoristas.

E o preço da gasolina e do etanol?

Não apenas essa medida, mas o governo emplacou algumas ações para tentar frear o aumento da gasolina. O Brasilianista explicou que a última medida adotada previa subsídio para custear o combustível. No entanto, a medida criou um desgaste entre o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional, que pressionou para retirar o subsídio.

A medida foi criada no contexto da guerra entre o Irã e os Estados Unidos. O que o governo não conseguiu prever é que a medida colocava o etanol em desvantagem, afetando a competitividade dos biocombustíveis e pressionando o preço do litro.

Como resposta, a Câmara dos Deputados tentou emplacar uma medida para conceder subsídio aos produtores por causa do desequilíbrio.

O governo, então, sinalizou que iria retirar aos poucos as medidas, em razão da “estabilização do preço e do conflito no Irã”.

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