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Política

Quem são os cotados para ocupar o núcleo da gestão fiscal na Esplanada

Ao menos três nomes surgem como cotados para comandar a Fazenda na próxima gestão presidencial, enquanto Geraldo Alckmin desponta como o desejo do mercado financeiro

Quem são os cotados para ocupar o núcleo da gestão fiscal na Esplanada
Composição do núcleo econômico e articulação da PEC da Segurança Pública entram no radar pós segundo turno (Lula Marques/Agência Brasil)

O mapeamento realizado pelo Prysmo reúne ao menos 37 nomes cotados para ocupar a Esplanada dos Ministérios na próxima gestão.

Nomes estratégicos da legenda, como o ministro Fernando Haddad (PT-SP), aparecem cotados para ocupar novas pastas, uma vez que o mercado financeiro pressiona para que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assuma o Ministério da Fazenda no lugar do secretário-executivo Dario Durigan.

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Articulação no Congresso

Ainda é cedo para definições, mas o PT reuniu-se nesta semana para começar a desenhar as estratégias para o próximo ano no Congresso Nacional. O líder Pedro Uczai (PT-SC) revelou a O Brasilianista que a bancada realizou um seminário com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, no qual foram definidas as prioridades deste ano, antes de avançar para o processo de transição e os compromissos do próximo governo.

Fato é que o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já sinalizou que não definirá no curto prazo o nome que comandará a Fazenda no próximo mandato.

O que orbita nos bastidores é que uma das prioridades estabelecidas nesta reta final de legislatura é a votação da PEC da Segurança Pública, considerando que a nova composição parlamentar no próximo ano pode impor dificuldades para o avanço da matéria.

Uczai disse a O Brasilianista que as conversas para a formação dos ministérios já foram iniciadas, mas ressaltou que ainda há "um bom tempo para o presidente Lula decidir".

Ministério da Segurança 

Na semana que antecedeu o segundo turno, a oposição tentou emplacar uma emenda para reduzir a maioridade penal de 18 para 14 anos nos casos de crimes hediondos. A proposta não prosperou e a matéria está prevista para ser analisada nesta quarta-feira (28).

Outro ponto relevante é que a PEC 18/2025 propõe a criação do Ministério da Segurança Pública, desmembrando a estrutura do atual Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que abre espaço para mais uma indicação no primeiro escalão do governo.

O comando da Fazenda

Os principais focos das negociações concentram-se na chefia do Ministério da Fazenda. Em conversas reservadas, Alckmin aparece como um dos nomes mais fortes para assumir a pasta econômica, sendo também cotado para retornar ao comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em paralelo, a sua atuação na Vice-Presidência da República não deve sofrer alterações. Caso a escolha não recaia sobre Dario Durigan, outro nome citado nos bastidores é o de Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí.

O comando da Fazenda

Os principais focos das negociações concentram-se na chefia do Ministério da Fazenda.

Em conversas reservadas, Alckmin aparece como um dos nomes mais fortes para assumir a pasta econômica, sendo também cotado para retornar ao comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em paralelo, a sua atuação na Vice-Presidência da República não deve sofrer alterações. Caso a escolha não recaia sobre Dario Durigan, outro nome citado nos bastidores é o de Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí.

O governador, entre 2015 e 2022, assumiu a função de Secretário de Fazenda durante a gestão do então governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), que hoje ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Simone Tebet também aparece como um nome forte para o cargo. No entanto, como O Brasilianista explicou, circula no Congresso Nacional a informação de que a ex-ministra do Planejamento estaria sendo cotada para assumir uma vaga de ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), em uma eventual indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Corte de gastos

Sobre a indicação de novos quadros para integrar a equipe de gestão fiscal da próxima gestão, O Brasilianista conversou com o economista e professor da UnB, Newton Marques.

Para o especialista, o governo não aceitará as exigências feitas pelo mercado financeiro e, futuramente, pela oposição, assim como o mercado não tende a aceitar as propostas e exposições feitas pela gestão de Lula.

O economista entende que os empresários mais conservadores esperam um ajuste fiscal próximo ao prometido por Flávio Bolsonaro, estipulado em aproximadamente R$ 250 bilhões, ainda que efetuado de forma gradativa.

"O governo Lula ganhou as eleições com base em políticas públicas. Ou seja, o gasto público não vai ser reduzido da forma que o mercado está exigindo. Então, esse é um tipo de questão que eu acho que já está pacificada pelo governo", explica o economista.

No entanto, Marques compreende que o governo precisará apresentar uma resposta. Lula vem sinalizando que enviará um projeto de lei orçamentária para alterar a proposta encaminhada ao Congresso, diante do aumento de despesas, sobretudo com a recomposição do Bolsa Família e a prorrogação de subsídios ao diesel e ao etanol.

"São gastos que não estavam previstos no orçamento inicial, gerando uma pressão de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões, segundo o mercado. Esse é um custo que vai ser difícil para o Lula aceitar. Ele deve ponderar que o povo o elegeu dessa forma. O que ele pode fazer é corrigir o rumo e indicar que não ficará na margem de tolerância, mas sim próximo ao centro da meta de superávit primário estabelecida no arcabouço fiscal. Ele vai tentar ver se consegue impor essa dinâmica", analisa Marques.

Casa Civil

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), e o senador e líder Camilo Santana (PT-CE) aparecem como possíveis cotados para assumir a Casa Civil.

Santana ganhou repercussão e destaque no Congresso após ser escalado por Lula para atuar em pautas estratégicas de interesse do Executivo, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública, além de ter atuado como coordenador da campanha petista.

A exemplo de Haddad, Santana atuou anteriormente como ministro da Educação na atual gestão. Já o ex-ministro Haddad, que disputou o governo de São Paulo (SP), também é forte cotado para desempenhar a função.

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