Independentemente do resultado das eleições presidenciais, Rodrigo Pacheco, indicado ao Tribunal de Contas da União (TCU) no lugar do ex-ministro Bruno Dantas, aparece fortalecido para uma futura indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto o segundo turno das eleições não chega, as atenções nos bastidores da política se voltam para as negociações envolvendo a nomeação de cargos em tribunais superiores e órgãos de controle.
As articulações, ainda restritas a um pequeno grupo, buscam criar pontes e acomodar importantes lideranças políticas que podem ficar sem espaço no governo Lula.
Tebet
Essa movimentação funciona como um arranjo de bastidor para abrigar quadros de destaque e garantir espaço para aliados, como a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet.
Ainda é cedo para cravar quem assumirá a função. Porém, o nome da ex-senadora Simone Tebet é ventilado para ocupar a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo em agosto de 2026, no cenário de um eventual novo mandato do governo Lula.
Dantas na Avibras
Bruno Dantas tomou posse em agosto de 2014 e atuou por quase 12 anos na corte de contas. A vaga atualmente aberta cabe à indicação do Senado Federal.
Dantas deixou o cargo sob a justificativa, apresentada em carta, de iniciar um novo ciclo profissional na iniciativa privada, assumindo a função de presidente executivo do Conselho de Administração da Avibras Aeroco, empresa que pertence aos empresários Joesley e Wesley Batista.
Sua atribuição é liderar a expansão internacional das vendas dos produtos da companhia, que atua na fabricação de armamentos militares, mísseis e soluções para o setor aeroespacial.
Indicação e regras
Não há uma regra temporal exata para a escolha, que é intermediada por articulação política e votação dos senadores.
O indicado precisa preencher os requisitos constitucionais exigidos, como ter idade entre 35 e 65 anos, reputação ilibada e idoneidade moral, além de notório conhecimento jurídico, administrativo e econômico.
Os plenários do Senado Federal e da Câmara dos Deputados precisam aprovar o nome indicado para a função. A formalização do pedido ocorre por meio de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), assinado por líderes partidários e parlamentares.
Além de submeter a indicação ao Plenário, é praxe que o nome seja sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ambiente em que o indicado é sabatinado pelos parlamentares antes da votação final.
Fator Rodrigo Pacheco
A articulação para indicar o senador Rodrigo Pacheco à vaga de Bruno Dantas ganhou força em setembro de 2026.
A indicação de Pacheco foi formalizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o apoio de outros 19 senadores.
Na Câmara, o projeto obteve aprovação ampla, registrando 404 votos a favor e 61 abstenções.
No dia da votação, contudo, Pacheco não passou por sabatina na comissão pertinente.
Regimentalmente, o texto deveria ser analisado na CAE, mas Alcolumbre apresentou um requerimento de urgência para que a indicação fosse apreciada diretamente pelo Plenário.
Siga nossas redes: O Brasilianista!


