A agenda no Congresso Nacional demonstra ritmo lento nesta retomada dos trabalhos após o encerramento do processo eleitoral.
Embora o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tenha se reunido com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta segunda-feira (26), ainda não houve informe oficial às lideranças partidárias sobre a pauta de votações da semana.
A pauta da reunião no Palácio do Planalto não foi divulgada e os presidentes das Casas Legislativas também não concederam declarações à imprensa no local.
Após o término do segundo turno, a presença de parlamentares nos corredores do Congresso permanece reduzida. A sinalização inicial indica que as atividades de plenário serão limitadas, concentrando-se em reuniões de líderes para a definição de prioridades legislativas do final do ano.
Na Câmara, as lideranças aguardam a definição de Hugo Motta sobre a pauta do Plenário. Por outro lado, algumas comissões permanentes foram convocadas para ao longo da semana, entre elas as de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Indústria, Comércio e Serviços; e de Viação e Transportes.
Senado
A agenda dos senadores tampouco foi detalhada. Até o momento, não há confirmação se Alcolumbre convocará Sessão Deliberativa para a apreciação de matérias em Plenário.
Antes do segundo turno, a oposição tentou avançar com a PEC da Segurança Pública. A proposta, contudo, travou após divergências entre a base governista e a oposição em relação a emendas que propunham a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos.
Diante do impasse, Alcolumbre optou por retirar o item da pauta. Com o encerramento das urnas, as atenções nos bastidores voltam a se voltar para as articulações em torno do comando das Mesas Diretoras.
A disputa pelo comando
No Senado, as estratégias para a sucessão começam a se desenhar. Há incertezas sobre se o Partido Liberal (PL), liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), manterá a disposição de lançar candidatura própria contra Davi Alcolumbre.
Avaliações de bastidor indicam que o PL correria riscos ao disputar a Presidência do Senado de forma isolada contra Alcolumbre, que desponta como nome forte para a disputa.
Caso decida peitar a candidatura de Alcolumbre e seja derrotado, o PL corre o risco de perder espaço na composição da Mesa Diretora, além do comando de comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O momento atual é de contagem de votos e busca por alianças entre os senadores em exercício e os eleitos.
Na semana passada, em entrevista a O Brasilianista, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, confirmou que o partido formalizou apoio à candidatura de Hugo Motta para a Presidência da Câmara dos Deputados na próxima legislatura.
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