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Política

Impeachment no STF: qual é o perfil dos candidatos ao Senado apoiados por Flávio Bolsonaro?

A lista de candidatos ao Senado que receberão apoio do senador Flávio Bolsonaro se soma a 47 nomes É uma ampla maioria de políticos já eleitos, que exercem mandato parlamentar…

Impeachment no STF: qual é o perfil dos candidatos ao Senado apoiados por Flávio Bolsonaro?

A lista de candidatos ao Senado que receberão apoio do senador Flávio Bolsonaro se soma a 47 nomes

É uma ampla maioria de políticos já eleitos, que exercem mandato parlamentar no Congresso Nacional e que, inclusive, representam a mesma sigla.

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Embora o senador não tenha firmado alianças, é improvável que alguns possíveis candidatos eleitos de centro adotem o posicionamento favorável a um eventual voto de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. 

O Brasilianista apurou quais candidatos, que já adotam em seus discursos críticas direcionadas ao Supremo, votariam ou já propuseram alguma reforma política.

Capitão Wagner 

Ciro Gomes (PSDB) declarou que o candidato ao Senado, Capitão Wagner (União Brasil), terá a tarefa de endurecer as leis frouxas sobre o crime organizado e “botar um freio no Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a tantos abusos que estão acontecendo”. Nas redes, o pré-candidato não faz críticas direcionadas ao Supremo e também não há entrevistas que deem indícios de seu posicionamento neste sentido.

Lucas Barreto 

No ano passado, o senador Lucas Barreto assinou uma lista que alcançou cerca de 41 assinaturas em que se pedia o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não pautou a proposta, o que impediu o início do processo para destituí-lo do cargo. Vale lembrar que são necessários 54 votos para a aprovação deste pedido.

João Roma

O ex-ministro da Cidadania na gestão Bolsonaro, João Roma, também já sinalizou que a discussão sobre o impeachment não deveria ser tratada apenas como bandeira ou pauta política, mas que os senadores eleitos devem fortalecer a Constituição Federal, “que tem sido rasgada pelo STF”.

Michelle e Bia Kicis

Ambas são candidatas pelo Partido Liberal, mas seguem trajetórias políticas diferentes. A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue para a sua primeira campanha, atuará em causas relacionadas à família e pessoas com deficiência, e atenua discursos em relação ao STF — em meio às decisões que mantiveram a prisão domiciliar de Bolsonaro e às tensões sobre as cartas que foram lidas durante a live de Flávio, que costumam fazer duras críticas à atuação do Supremo.

Kicis já direcionou críticas aos ministros do STF, especialmente a Alexandre de Moraes, em discursos sobre perseguição política. Durante o evento de convenção, a candidata ao Senado sinalizou que vai defender os pedidos de impeachment dos ministros do STF.

Maguinha Malta

A filha do senador Magno Malta, Maguinha Malta, que disputa a eleição pelo Partido Liberal, apresenta discursos semelhantes, uma vez que, na visão da candidata, hoje existe uma “ditadura do Judiciário”. “Se não tivermos um Senado forte, para que possamos fazer valer o que diz a Constituição; o Senado reequilibra os Poderes, o Senado pode fazer impeachment de ministros do STF, esse país não voltará à normalidade”, afirmou.

Evair de Melo

O deputado Evair de Melo (PL), que já apresentou uma moção de repúdio contra o STF, afirmou que as medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal comprometem a posição do Brasil em tratados internacionais.

Márcio Bittar

O senador do PL defendeu a PEC da Blindagem e também tem histórico de conflitos com o Supremo.

Antes da sabatina da indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ao cargo no STF, Bittar afirmou que não havia condições de o Senado aprovar o seu nome, tendo em vista que a indicação usurpa e nulifica as decisões da Corte e do Senado, em resposta às interferências do Supremo.

Ele também é crítico das decisões monocráticas e assinou o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Mara Rocha

A candidata Mara Rocha (Republicanos) tem um posicionamento político em defesa da atuação dos parlamentares, conforme a prerrogativa do seu exercício e o equilíbrio nas ações do Judiciário.

Crítica da PEC da Blindagem, argumenta que os parlamentares não precisariam votar uma proposta para proteger as prerrogativas do seu mandato porque eles já exercem mandatos que garantem a sua atuação, conforme descreve a Constituição. Contudo, observa que o “STF tem agido conforme os seus interesses” e que políticos são investigados por suas falas ditas em Plenário.

Capitão Alberto Neto

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) também apresentou críticas ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, e criticou o Senado, dizendo que a Casa está “apática” diante das decisões do Supremo e deveria exercer seu papel de contrapeso. Ele defende o impeachment de ministros caso cometam crime de responsabilidade e afirma que os senadores precisam ter coragem para enfrentar os abusos.

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