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Geopolítica

15 marcos das eleições nos EUA que mudam o cenário político de Trump

Democratas conquistam o Congresso, encerram décadas de domínio republicano em estados importantes e elegem representantes inéditos

Trump
Resultados das eleições de meio de mandato também redesenham a relação entre a Casa Branca e o Legislativo (Foto: reprodução)

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (03), produziram mudanças no Congresso e nos governos estaduais.

O Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. No Texas, os eleitores encerraram décadas de domínio republicano em disputas estaduais, enquanto candidaturas de diferentes partidos registraram marcos inéditos de representação política.

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O presidente Donald Trump não apareceu nas cédulas, mas o resultado interfere diretamente nos dois anos restantes de seu segundo mandato.

Como mostrou O Brasilianista na véspera da votação, o republicano participou ativamente da campanha para preservar sua base parlamentar.

Com a nova configuração do Congresso, os democratas poderão ampliar a fiscalização sobre a Casa Branca, convocar autoridades para prestar esclarecimentos e impor obstáculos à aprovação de propostas presidenciais.

1. Democratas conquistam a Câmara

O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump (Foto: reprodução)

O Partido Democrata recuperou o controle da Câmara dos Representantes, que possui 435 cadeiras e exige pelo menos 218 para formar maioria.

A mudança permitirá ao partido definir a agenda legislativa da Casa, conduzir comissões e abrir investigações parlamentares sobre o Executivo.

2. Senado muda de mãos

Os democratas também conquistaram a maioria no Senado, após vencerem disputas em estados anteriormente representados por republicanos.

A mudança afeta a análise de indicações presidenciais para cargos federais, incluindo integrantes do Judiciário e da administração pública, que dependem da aprovação dos senadores.

3. Trump perde sustentação

Trump disse que aceitaria derrota, mas postou imagem com a palavra 'veto', sinalizando como pode vir a governar diante da oposição fortalecida (Foto: reprodução)

Embora não tenha disputado a eleição, Trump participou da campanha e apoiou candidatos republicanos em diferentes estados.

Na terça-feira, após os primeiros resultados, afirmou que seu partido teria vencido com ampla vantagem caso seu nome estivesse nas urnas.

Pesquisas realizadas com eleitores indicaram que parte do público utilizou o pleito para manifestar insatisfação com o governo, especialmente em relação ao custo de vida e à guerra contra o Irã.

4. Texas muda de governo

"Deus tinha um plano, e o povo do Texas também tinha um plano", disse Hinojosa em seu discurso (Foto: reprodução)

A democrata Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, que tentava conquistar um quarto mandato.

Ela será a primeira mulher latina a governar o Texas e a primeira democrata eleita para o cargo desde Ann Richards, em 1990.

Abbott reconheceu a derrota, encerrando 36 anos sem uma vitória democrata na disputa pelo governo estadual.

5. Texas elege Talarico

O último candidato do partido eleito para o Senado pelo Texas foi Lloyd Bentsen (Foto: reprodução)

O deputado estadual James Talarico venceu o procurador-geral republicano Ken Paxton na eleição para o Senado americano.

Aos 37 anos, tornou-se o primeiro democrata eleito senador pelo Texas em 38 anos.

O estado havia votado em Trump por uma margem próxima de 14 pontos percentuais na eleição presidencial de 2024.

6. Kansas rompe tradição

Hamilton é natural do Kansas e vem de uma família estabelecida no estado há cinco gerações (Foto: reprodução)

O democrata Adam Hamilton derrotou o senador republicano Roger Marshall, apoiado por Trump, e se tornou o primeiro representante de seu partido eleito ao Senado pelo Kansas em 94 anos.

Pastor metodista, Hamilton concentrou a campanha no custo de vida, nas despesas agrícolas e na busca de acordos entre partidos.

7. Carolina do Sul

Médica e mãe, Andrews construiu sua trajetória profissional longe da política (Foto: reprodução)

A pediatra democrata Annie Andrews venceu a republicana Darline Graham na disputa por uma cadeira no Senado da Carolina do Sul.

O estado não elegia um democrata para a Casa desde 1998. Durante a campanha, Andrews abordou o acesso à saúde, o custo de vida e a fiscalização dos gastos públicos.

8. Primeira governadora negra

Ela sucede o governador republicano Brian Kemp, que está deixando o cargo após cumprir dois mandatos consecutivos (Foto: reprodução)

Keisha Lance Bottoms, ex-prefeita de Atlanta, foi eleita governadora da Geórgia. Ela se tornou a primeira mulher negra eleita para comandar um estado americano e a primeira democrata a conquistar o governo da Geórgia desde 1998. Bottoms derrotou o empresário republicano Rick Jackson.

9. Governadora indígena

Integrante da comunidade Laguna Pueblo, Haaland nasceu no Estado do Arizona e cresceu em uma família de militares (Foto: reprodução)

A democrata Deb Haaland venceu a disputa pelo governo do Novo México e se tornou a primeira mulher indígena eleita governadora na história dos EUA.

Integrante da comunidade Laguna Pueblo, ela já havia sido secretária do Interior durante o governo de Joe Biden.

10. Marco na Flórida

Ele nasceu no Brooklyn, em Nova York, mas fez sua carreira na Flórida (Foto: reprodução)

O republicano Byron Donalds derrotou o democrata David Jolly e se tornou o primeiro governador negro da Flórida.

A eleição também marcou a primeira vitória de um republicano negro para governador na história americana. Donalds assumirá o cargo anteriormente ocupado por Ron DeSantis.

11. Wisconsin faz história

Ele derrotou o republicano Tom Tiffany, aliado do presidente Donald Trump (Foto: reprodução)

David Crowley, democrata e ex-administrador do Condado de Milwaukee, venceu a eleição para governador de Wisconsin.

Ele será o primeiro negro a ocupar o cargo no estado, sucedendo o democrata Tony Evers. A disputa ocorreu em um dos estados considerados decisivos nas eleições presidenciais americanas.

12. Ohio e Califórnia

Trump descreveu o anúncio como "impactante" (Foto: reprodução)

Em Ohio, a democrata Amy Acton derrotou o republicano Vivek Ramaswamy e se tornou a primeira mulher eleita governadora do estado.

Já na Califórnia, Xavier Becerra venceu Steve Hilton e será o primeiro latino eleito diretamente para comandar o governo estadual. 

13. Primeiro senador gay

Aos 46 anos, Pappas atualmente representa o 1º distrito congressional de New Hampshire na Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil (Foto: reprodução)

Chris Pappas, deputado democrata de New Hampshire, tornou-se o primeiro homem abertamente gay eleito para o Senado dos Estados Unidos.

Ele derrotou o republicano John E. Sununu, que já havia representado o estado na Casa.

A vitória ocorre em um contexto de disputas nacionais sobre direitos civis e políticas relacionadas à população LGBTQIA+.

14. Primeiro senador muçulmano

Médico de 42 anos, El-Sayed é filho de egípcios e nascido nos EUA (Foto: reprodução)

O democrata Abdul El-Sayed venceu a eleição para o Senado por Michigan e se tornou o primeiro muçulmano eleito para a Casa.

Médico e ex-diretor de saúde pública de Detroit, ele construiu sua trajetória política com propostas relacionadas ao acesso à saúde e à redução das desigualdades econômicas.

15. Mulheres indígenas

Flanagan se torna a primeira mulher indígena eleita para o Senado federal dos Estados Unidos (Foto: reprodução)

A democrata Peggy Flanagan foi eleita senadora por Minnesota, tornando-se a primeira mulher indígena a conquistar uma cadeira no Senado americano.

Integrante da White Earth Nation, da comunidade ojíbua, ela havia exercido o cargo de vice-governadora do estado.

Sua eleição ocorre no mesmo pleito que levou Deb Haaland ao governo do Novo México, ampliando a presença indígena em cargos federais e estaduais.

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