O Brasilianista teve acesso a uma foto em que Flávio Bolsonaro aparece ao lado de um empresário brasileiro que mora nos EUA sem autorização de residência e é amigo de Felipe Nisti, dono da agência Allure Eventos.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram Nisti negociando 50% de sua agência com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. A Allure Eventos é alvo de investigações da PF sobre um suposto esquema internacional de prostituição e tráfico de mulheres.
O rosto do empresário foi coberto para garantir o sigilo das fontes que encaminharam o material a O Brasilianista.
A amizade com Nisti é admitida pelo próprio empresário, que lamenta não ter participado das orgias porque já morava nos EUA quando Vorcaro passou a oferecer serviços de prostitutas a políticos e integrantes da cúpula do Judiciário brasileiro.
A veracidade da imagem recebida pela reportagem foi checada nas ferramentas DeepFakeDetector, ZeroGPT, Undetectable AI, Open AI (dona do ChatGPT), DeepAI e Pangram. Todas classificaram a imagem com alta probabilidade de ser real.
A fuga
O Brasilianista foi o primeiro veículo brasileiro a confirmar a fuga de Flávio Bolsonaro rumo aos EUA. A notícia foi publicada às 10h49. O plano de fuga de Flávio foi descoberto pelo site argentino Infobae.
A fuga de Flávio ocorreu na segunda-feira (26), mesmo dia em que Flávio Bolsonaro foi obrigado a entregar seu passaporte pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador do PL é investigado por lavagem de dinheiro e por atentar contra a soberania nacional, pois, junto com seu irmão Eduardo, pediu a Donald Trump que os EUA taxasse as exportações brasileiras.
Flávio deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina, usando seu passaporte italiano. O senador do PL foi a Puerto Iguazú, cidade argentina localizada na Tríplice Fronteira, poucos minutos distante de Foz do Iguaçu.
O candidato derrotado nas eleições presidenciais usou o avião de prefixo LV-JQW e modelo Gulfstream G400.
Passaporte
Flávio Bolsonaro foi intimado pela PF a entregar seus passaportes na segunda-feira (26), após Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, decidir que o senador do PL não poderia deixar o país. Moraes deu 24h para o político entregar seu passaporte.
O senador gravou um vídeo afirmando que entregaria o passaporte e dizendo ser vítima de perseguição política, mesmo argumento usado por Jair Bolsonaro desde antes da condenação pela tentativa de golpe de Estado em 8 de Janeiro de 2023.
Em 23 outubro, Eduardo Bolsonaro defendeu que Flávio Bolsonaro deixasse o Brasil caso fosse derrotado por Lula no domingo (25).
Ajuda de Trump
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Aliados de Donald Trump afirmaram na terça-feira (28) que o governo dos EUA irá conceder asilo a Flávio Bolsonaro, que chegou ao país há poucos minutos. Lá, Flávio se junta a Eduardo Bolsonaro e Willer Tomaz, seu advogado e amigo.
Eduaro que fugiu do Brasil no fim de 2025, enquanto era investigado por atentar contra a soberania brasileira e atrapalhar investigações sobre as razões que levaram os Estados Unidos a taxar as exportações brasileiras.
Willer Tomaz, que é investigado no Escandâlo do INSS e por lavagem de dinheiro, está em Miami há cinco dias. Questionado pelo Metrópoles sobre seu retorno ao Brasil, Tomaz disse : "não é da sua conta".
O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todas os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.

