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Política

Disputa presidencial vai para segundo turno com Flávio à frente de Lula

O próximo presidente do Brasil será escolhido no dia 25 de outubro

Lula e Flávio Bolsonaro
PT e PL travam mais uma vez a batalha no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras (Foto Lula: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil; Foto Flávio: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Lula (PT), que disputa a reeleição, marcou 45,14% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,04%, com 99,94% das urnas apuradas.

Os resultados do primeiro turno foram divulgados na noite deste domingo (4) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Ao contrário do que indicavam as pesquisas eleitorais, que previam o atual presidente na frente, a corrida presidencial em 2026 vai para segundo turno com o filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL), à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para vencer uma eleição presidencial ainda no primeiro turno, o político precisa obter mais de 50% dos votos válidos, sendo que os votos brancos e nulos não entram na contabilidade da disputa. O último candidato a vencer as eleições em primeiro turno foi Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Início da apuração

No início da apuração, às 17h, com 1,51% das urnas apuradas, o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já liderava com 49,17% dos votos (741.885). O candidato que busca a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparecia em segundo lugar, com 42,18%.

Com 7,59% das urnas apuradas, Flávio continuou à frente com 50,78%, impulsionado pelas regiões Sul e Centro-Oeste, onde o senador tem vantagem. Lula marcou 49,98%.

Com 21,96% das urnas apuradas, Lula ainda registrava desvantagem, com 40,66% dos votos. Flávio continuava na liderança, atingindo o ponto mais alto da apuração até o momento, com 51,07%.

47,26% das urnas apuradas

Com quase metade das urnas apuradas, não houve grandes avanços na movimentação dos votos. Lula ganhou alguns décimos, enquanto Flávio perdeu terreno, já que, até esse momento da apuração, 70% das urnas já tinham sido apuradas no Sul.

O Nordeste, nesse momento, também não apresentou grandes avanços, registrando apenas 30% dos votos apurados.

A partir dos 64,81% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro passou a registrar 49,58%. Lula, por sua vez, manteve 42,25%.

Com 84,96% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro manteve a liderança com 48,47% dos votos, enquanto Lula avançou para 43,49%. Com 90,56% das urnas apuradas, Lula atingiu 44% e Flávio ficou com 48,02%.

Ao redor do mundo

Lula é o candidato em vantagem em nações estrangeiras, especialmente na Ásia e na Oceania. Para Flávio, sua maior vantagem foi no Japão, que é o 3º maior colégio eleitoral fora do país: o candidato registrou 25,1 mil votos, enquanto o petista obteve 5,5 mil.

Flávio ganhou mais votos ainda nas Filipinas e na Tailândia, com 33 e 51 votos, respectivamente. Já Lula registrou 26 e 40 votos nesses países.

O petista liderou em nove países. Na Austrália, Lula registrou 4,5 mil votos, enquanto Flávio marcou 2,5 mil. Na Nova Zelândia, foram 234 contra 64, respectivamente. Entre os países asiáticos, Lula registrou 134 votos na Coreia do Sul, enquanto Flávio obteve apenas 72. Na Malásia, foram 44 votos para o presidente, e Flávio obteve 27. Em Singapura, Lula marcou 190 e Flávio, 92. Na China (Xangai, Pequim e Cantão), o petista registrou 268 votos e Flávio teve 98.

Oriente Médio e Europa

No Qatar, Flávio teve 173 votos e Lula registrou 147. Em Abu Dhabi, Flávio liderou com 659 votos, ante 469 de Lula. Já na Arábia Saudita, foram 52 votos a favor de Lula, enquanto o bolsonarista registrou 22.

Nos Emirados Árabes Unidos, Flávio venceu com 659 votos válidos contra 469 de Lula. Em Israel, a vitória de Flávio foi por 523 votos, enquanto Lula obteve 92. Na Rússia, Lula obteve 59 votos e Flávio, 25.

Em Portugal, Lula liderou com 26,4 mil votos, e Flávio Bolsonaro obteve 19,4 mil. Até a publicação desta matéria, não haviam sido incluídos os resultados de países que ainda não tinham 100% das urnas apuradas.

Qual o papel do presidente da República?

O Brasil tem como modelo o presidencialismo, que por base destina ao presidente eleito duas funções principais: chefe de estado e chefe de governo. 

No primeiro papel, o presidente se torna responsável por representar o país internacionalmente, mantendo relações diplomáticas, assinando tratados e convenções que serão analisados pelo Congresso.

Já no segundo papel, o presidente se torna responsável por exercer a administração superior do país com o auxílio dos ministros de estado, sugerindo e vetando projetos de lei, sancionando e promulgando leis.

Entre outras tarefas de um presidente, estão:

  • Governar e administrar os interesses públicos da União; 
  • Apresentar um plano de governo (incluindo programas prioritários, projetos de lei de diretrizes orçamentárias e propostas de orçamento);
  • Nomear os titulares dos ministérios, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos tribunais superiores e o advogado-geral da União;
  • Exercer o comando supremo das Forças Armadas e nomear os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Trajetória de Lula

Natural de Garanhuns, interior de Pernambuco, Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945 mas mudou-se para São Paulo ainda na infância. Lula atuou como ambulante, office boy, engraxe e metalúrgico até ingressar no movimento sindical. 

Ele já foi eleito deputado federal, além de ser escolhido como presidente do Partido dos Trabalhadores. Em 2002, pela primeira vez, Lula foi eleito presidente do Brasil, feito que repetiu na eleição seguinte, em 2006. Em 2022, ele assumiu o terceiro mandato presidencial e, em 2026, está em busca do quarto. 

Trajetória de Flávio Bolsonaro

Natural de Resende, no Rio de Janeiro, Flávio Nantes Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981. Formado em direito e empreendedorismo, decidiu cedo ingressar na política, seguindo o caminho do pai, Jair Bolsonaro. 

Ele já foi eleito deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, em 2002, 2006, 2010 e 2014, até tornar-se senador em 2019, cargo que ocupou até as eleições deste ano. 

Os candidatos a vice-presidentes no 2º turno

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) é o vice de Flávio, tendo a candidatura confirmada em 25 de julho, em São Paulo; enquanto Geraldo Alckmin (PSB) é mais uma vez o vice de Lula na busca pela reeleição em 2026. A oficialização da chapa aconteceu em 2 de agosto, também em São Paulo, durante a convenção nacional do PT.

De acordo com especialista entrevistado pelo O Brasilianista, o vice-presidente pode, sim, ajudar um candidato a ganhar espaço entre os eleitores, usando de exemplo o que ocorreu em 2022, quando Lula e Alckmin se uniram contra Jair Bolsonaro.

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