O ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do RN nas eleições de 2026, ficando na segunda colocação em relação às intenções de voto.
O levantamento da Real Time Big Data publicado em setembro mostra que ele soma 25% das intenções de voto, enquanto Allyson Bezerra (União Brasil) tem 30%.
Desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, o candidato do PT faz questão de enfatizar o vínculo com o presidente Lula, usando inclusive o nome "Cadu de Lula". Já na primeira publicação depois da data, mostrou uma foto com Lula e escreveu: "AGORA É OFICIAL! Cadu de Lula é 13!".
Início da carreira
Carlos Eduardo Xavier nasceu no Rio de Janeiro, mas se mudou para o Rio Grande do Norte ainda na infância.
Formado em engenharia da computação e mestre em engenharia de produção, iniciou sua trajetória no serviço público, como auditor fiscal do estado, antes de ingressar na política.
Em 2005, tornou-se auditor fiscal do Tesouro Estadual do Rio Grande do Norte, atuou na Controladoria-Geral do Estado na parte de fiscalização tributária, e depois fez parte da Secretaria de Tributação do RN até receber um convite para integrar a equipe de Fátima Bezerra (PT).
A vida política
Em 2019, durante a gestão governamental da petista, Cadu de Lula assumiu como secretário de Tributação do Rio Grande do Norte. Já em 2023, ele comandou a Secretaria da Fazenda do estado.
A trajetória dele foi embasada na recuperação da arrecadação e gestão das finanças públicas. Até chegar em 2026, onde concorre pela primeira vez às eleições, ao cargo de governador.
Nas redes sociais, além de destacar o vínculo com o atual presidente do país, ele também destaca sua atuação no governo de Fátima, prometendo uma continuação da gestão.
Posicionamentos e polêmicas
As principais polêmicas do candidato envolvem contestações sobre seu nome de urna e disputas com os oponentes nestas eleições.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu que o candidato fosse impedido de usar o nome "Cadu de Lula" nas urnas. O argumento foi de que ele não possui laços de parentesco com Luiz Inácio Lula da Silva e nunca utilizou esse apelido publicamente em sua trajetória política anterior, contudo a legenda manteve o nome e vem desde então reforçando esse vínculo durante a campanha.
Participações de Cadu em debates televisivos (como na TV Tropical e Sistema Tribuna) geraram atritos intensos com adversários políticos, a exemplo de discussões sobre a gestão de Mossoró.
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