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Política

O retorno incerto da campanha de Garotinho à disputa eleitoral do RJ

Decisão do TSE é de caráter provisório e candidato ainda pode ser impedido de disputar as eleições ou de assumir o cargo

O retorno incerto da campanha de Garotinho à disputa eleitoral do RJ
Garotinho ainda aparece nas pesquisas eleitorais, mas com baixa intenção de voto, após ter direitos políticos suspensos pelo TRERJ Carlos Moura/Agência Senado

A nova decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a campanha de Anthony Garotinho, do Republicanos, divulgada nesta quinta-feira (1º), suspendeu temporariamente as restrições impostas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRERJ).

O candidato ao governo do Rio de Janeiro passa, então, a ter acesso novamente ao fundo partidário, ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e ao horário eleitoral gratuito.

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O processo do candidato ainda está sob análise e deverá passar pelo julgamento do plenário do TSE. A ideia da medida é garantir que, nesta reta final, ele consiga realizar sua campanha enquanto a questão jurídica não é concluída.

Plenário

Se a sua candidatura for rejeitada em definitivo antes do primeiro turno, o candidato será retirado da disputa. Caso isso ocorra após a votação, todos os seus votos acumulados poderão ser anulados pela Justiça Eleitoral. Nesse sentido, hoje prevalece o entendimento do TRERJ.

Garotinho foi proibido por unanimidade pelo tribunal fluminense, no fim de agosto, de utilizar o fundo eleitoral, participar de debates e fazer propaganda eleitoral em rádio e televisão.

A análise do TRERJ partiu do entendimento de que o candidato do Republicanos estava com os direitos políticos suspensos por oito anos devido a uma ação no Supremo Tribunal Federal que já havia transitado em julgado.

Conforme O Brasilianista explicou, o então candidato José Roberto Arruda (PSD) teve sua candidatura barrada pelo TSE ainda em setembro, o que levou ao fim de sua campanha e ao bloqueio do acesso ao fundo eleitoral. Em coletiva realizada após a decisão, Arruda pediu aos eleitores que não votem nele.

Ainda assim, caso a imagem do político permaneça disponível nas urnas, qualquer tentativa de voto será anulada, já que a candidatura foi impedida de disputar. Os elementos sobre sua condenação na Operação Caixa de Pandora foram utilizados para anular a candidatura.

Impedido

Em agosto, o candidato teve os direitos políticos suspensos por oito anos por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, que solicitava celeridade na análise do caso.

A Justiça havia determinado que Garotinho cumprisse a sentença relacionada a uma condenação por improbidade administrativa.

O Brasilianista explicou que Anthony foi governador do Rio de Janeiro e, em 2018, foi condenado em um processo transitado em julgado no STF, do qual já não cabia recurso, pois o pedido apresentado pela defesa havia sido negado.

O caso ocorreu no governo de sua esposa, Rosinha Garotinho, no período entre 2003 e 2007. A condenação, em 2018, considerou que o político, enquanto ocupou o cargo de secretário, realizou uma contratação que resultou em desvios do orçamento público.

A empresa contratada para dar sequência ao programa Saúde em Movimento foi a Pró-Cefet. Além de ter a proibição de retornar à vida pública por cinco anos, a Justiça determinou que Garotinho devolva R$ 234,4 milhões à União.

Paes na frente

Paes e Douglas Ruas lideram as intenções de voto para o governo do Rio de Janeiro, enquanto Garotinho aparece em terceiro lugar Tânia Rêgo/Agência Brasil | ALERJ/Divulgação

Até a pesquisa de julho, Garotinho aparecia em segundo lugar nas intenções de voto, com 10%, empatado com o candidato Douglas Ruas (PL).

As novas pesquisas eleitorais, na reta final da disputa, indicam a liderança de Eduardo Paes (PSD) na intenção de voto espontânea, com 20%. Ruas aparece em segundo lugar, com 13%, na pesquisa divulgada em 24 de setembro.

A Quaest divulgou, na terça-feira (29), mais um levantamento sobre as pesquisas eleitorais no Rio de Janeiro. No voto espontâneo, Paes concentra 23% das intenções, enquanto Douglas marca 17%. Garotinho tem 3% na espontânea, levantamento registrado entre os dias 23 e 29 de setembro.

O número de eleitores indecisos nessa categoria permanece alto: 52% dos entrevistados.

No primeiro cenário estimulado de primeiro turno, Paes registra 34% dos votos e Ruas tem 25%. Garotinho aparece com 9%, mas não foi incluído em um eventual segundo cenário onde, ao que tudo indica, o candidato do PSD continua liderando as intenções de voto (35%).

Se a disputa de segundo turno considerar a candidatura de Garotinho, o candidato marcaria 20%, enquanto Eduardo Paes venceria a disputa com 48% das indicações.

A pesquisa ouviu 1.302 pessoas entre os dias 25 e 28 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.

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