A Justiça do Rio de Janeiro impediu a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos.
A situação reconfigura a disputa política ao governo do Estado, embora o eleitor indique, nas últimas pesquisas, a preferência pelo ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes (PSD) — com 38%.
Anthony Garotinho aparece, na Genial Quest (julho de 2026), em segundo lugar, com 10% das intenções de voto. Ele estava empatado com Douglas Ruas, do Partido Liberal.
Em um eventual segundo turno, a pesquisa ainda indica que Garotinho poderia atingir 18% no primeiro cenário sem o candidato do PL na disputa.
De acordo com a decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a comunicação a respeito da suspensão de seus direitos políticos segue para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu ao tribunal celeridade para que a Justiça determine o cumprimento da sentença, tendo em vista o calendário eleitoral.
Defesa de Garotinho
Quando Garotinho ocupava o cargo de secretário de Governo da ex-governadora e esposa, Rosinha Garotinho, foi condenado por improbidade administrativa em 2018. O processo transitou em julgado após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar recurso apresentado pelo político.
Em nota, o jurídico de Anthony Garotinho reforçou que o político está “em pleno gozo dos seus direitos políticos” e disse que os pedidos de revisão foram rejeitados, uma vez que foram apresentados fora do prazo de comunicação. Dessa forma, as decisões posteriores dos tribunais superiores só puderam confirmar a decisão que já existia, e a suspensão dos direitos políticos terminou no dia 1º de agosto de 2026.
Garotinho já tinha decidido, inclusive, o seu vice para a disputa ao governo do Estado. No dia 6 de agosto, durante a convenção do Republicanos, a major da Polícia Militar Elaine Gonçalves (Democratas) foi escolhida para compor a chapa de Garotinho.
Sobre o caso de Garotinho
Quando o então secretário de Governo trabalhava na gestão de sua esposa, Rosinha Garotinho (2003–2007), a Justiça levou em consideração que havia sido realizada uma contratação que resultou em desvios de dinheiro público. Na sentença, a Justiça condenou os envolvidos por improbidade administrativa.
A contratação envolvia a Fundação Pró-Cefet para executar o programa Saúde em Movimento, o que resultou na proibição de contratar a organização durante cinco anos e na suspensão dos direitos políticos de Garotinho.
Além disso, a Justiça determinou a Garotinho a devolução de R$ 234,4 milhões aos cofres públicos.
A equipe jurídica obteve, no início, uma decisão liminar favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ), permitindo que ele disputasse as eleições de 2024.
No entanto, após as tentativas de recursos, a Justiça impediu Garotinho de concorrer a uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Novamente, a Justiça o impediu de disputar o governo do Estado.

