O senador Marcos Rogério (PL) aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo de Rondônia nas eleições de 2026, conforme pesquisa Quaest.
Na pesquisa estimulada, o candidato surge em primeiro lugar, somando 24% das intenções de voto, seguido por Adailton Fúria (PSD), com 21%. Na pesquisa espontânea, as posições se invertem. Fúria fica em primeiro, com 12%, enquanto Rogério tem 11%.
Em 16 de agosto, com início da campanha eleitoral, o candidato do PL compartilhou um vídeo no Instagram. Na legenda, escreveu: "Agora é pra valer! Eu chego a esse momento com muita disposição, com os pés no chão e sabendo que ainda tem muito para ouvir e muito trabalho pela frente. Acredito em Rondônia. Acredito na nossa gente e no tanto que esse estado ainda pode avançar".
Início da carreira
Natural de Ji-Paraná (RO), Marcos Rogério da Silva Brito nasceu em 7 de julho de 1978 e foi jornalista e radialista por alguns anos antes de ingressar na política.
Na área de comunicação, atuou como apresentador na Rádio Ji-Paraná e Rádio Alvorada, além de repórter na TV Rondônia e Diretor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Ji-Paraná.
O político também é formado em direito, mestre em administração pública e doutor em direito constitucional.
A vida política
Em 2008, ele concorreu e venceu as eleições para vereador de Ji-Paraná, filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em 2011, após uma decisão da Justiça Eleitoral, foi também eleito deputado federal, conseguindo a reeleição quatro anos depois, ainda representando o mesmo partido.
Na Câmara dos Deputados, foi membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC); Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR); e Comissão de Educação (CE).
Ele também foi favorável à Reforma Trabalhista, assim como o impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff.
Caminho até as eleições 2026
Em 2018, filiado ao Democratas (DEM), ele concorreu a uma vaga no Senado Federal e foi eleito por 324.939 votos (24,06%).
Em 2022, representando o Partido Liberal (PL), ele concorreu pela primeira vez ao governo do estado, porém foi derrotado no segundo turno pelo Coronel Marcos Rocha (União Brasil).
Dessa forma, ele retornou ao Senado. Nesse período, foi membro titular da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH); Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI); Comissão de Meio Ambiente (CMA); entre outras.
Ainda filiado ao PL, em 2026, ele tenta novamente a eleição pelo governo de Rondônia.
Posicionamentos e polêmicas
Marcos Rogério acumula polêmicas por confrontos verbais em comissões parlamentares, defesa de aliados governistas do passado e posições alinhadas ao bolsonarismo.
Durante uma audiência na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, o senador bateu boca com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e mandou-a "se pôr no seu lugar". O episódio gerou forte repercussão e acusações de misoginia e comportamento desrespeitoso por parte de parlamentares e veículos de imprensa.
Na CPI da Covid, ele ficou conhecido como um dos principais defensores do governo de Jair Bolsonaro na comissão. O candidato também utilizou a tribuna do Senado para questionar as condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal aos réus dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O Brasilianista traz detalhes destas eleições

