Política

Saiba quem é Valmir de Francisquinho, candidato ao governo de Sergipe

Ele foi eleito prefeito de Itabaiana por duas vezes

Valmir de Francisquinho
O candidato é filiado ao Republicanos (Foto: reprodução/Facebook)

O ex-prefeito Valmir de Francisquinho (Republicanos) aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do Sergipe nas eleições de 2026, segundo levantamento de setembro do instituto Real Time Big Data. 

Ele soma 37% das intenções de voto, ficando na segunda colocação. O primeiro lugar é ocupado por Fábio Mitidieri (PSD), que tem 45%. 

Desde o início da campanha eleitoral, Francisquinho vem compartilhando conteúdos nas redes sociais. No próprio dia 16 de agosto, o candidato publicou um vídeo e escreveu na legenda: "Hoje foi o início da nossa caminhada! Com fé em Deus e ao lado do povo seguiremos em busca da mudança para Sergipe, do melhor para o povo sergipano, unindo capital e interior em uma só direção!". 

Início da carreira

Valmir dos Santos Costa, conhecido como Valmir de Francisquinho nasceu em 3 de dezembro de 1968, em Itabaiana (SE) e era empresário antes de entrar para a política. 

Na sua cidade natal, foi eleito vereador por cinco mandatos, até, em 2012, concorrer à prefeitura de Itabaiana, pelo Partido Republicano (PR).

Vida política

Francisquinho ganhou a disputa contra Luciano Bispo (PMDB), terminando com 27.435 votos (53,59%). A gestão dele foi marcada pelo desenvolvimento regional, tanto na cidade quanto no campo. 

Assim, nas eleições seguintes, o candidato foi reeleito, obtendo 35.559 votos (65,83%) e superando novamente Luciano Bispo. Em 2020, ele não disputou a prefeitura, mas conseguiu eleger seu sucessor, Adailton Rezende Sousa. 

Agora, em 2026, ele tenta uma vaga como governador de Sergipe, filiado ao Republicanos. 

Posicionamentos e polêmicas

Neste ano, uma frase dita por Francisquinho não caiu bem e foi considerada machista. Diante da pergunta se a esposa dele se candidataria às eleições, ele afirmou: "Mulher minha não se envolve em política. Mulher e política? Esqueça!". 

Em 2018, ele chegou a ser preso durante a Operação Abate Final, da Polícia Civil, acusado de improbidade administrativa. Segundo as investigações, entre 2015 e 2017, cerca de R$ 6 milhões foram desviados da prefeitura. A prisão durou 15 dias, porém ele foi afastado do cargo. 

No ano seguinte, o candidato do Republicanos também respondeu por abuso de poder político e econômico ao usar a máquina pública para eleger seu filho Talysson de Valmir deputado estadual. Os dois tiveram o mandato cassado na altura, mas a situação foi revertida em 2022. 

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