O ex-governador do Distrito Federal, José Arruda (PSD), aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do DF nas eleições de 2026, segundo levantamento Datafolha.
Na pesquisa estimulada, ele fica em segundo lugar, diante de um empate técnico, somando 28%. Em primeiro, está a atual governadora do estado, Celina Leão (PP), que tem 30%.
Na pesquisa espontânea, Leão dispara em primeiro, recebendo 21%, enquanto Arruda recebe 12%.
Na data de início da campanha eleitoral, 16 de agosto, o candidato do PSD compartilhou um vídeo falando em resgatar os "anos dourados de Brasília".
Início da carreira
José Roberto Arruda nasceu em 5 de janeiro de 1954 em Itajubá, Minas Gerais, e iniciou a vida como servidor público.
Ele atuou como diretor da Companhia Urbanizadora da Nova Capital e diretor da Companhia Energética de Brasília antes de ingressar na política.
A vida política
Em 1994, Arruda concorreu pela primeira vez ao Senado Federal, filiado ao Partido Progressista (PP), sendo eleito.
Quatro anos depois, ele optou por concorrer ao governo do estado, mas acabou sendo derrotado ainda no primeiro turno. Na altura, Cristovam Buarque (PT) foi eleito.
Em 2002, representando o Partido da Frente Liberal (PFL), foi eleito deputado federal, somando 324.248 votos (26,56%).
Na Casa, foi membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; e Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.
Busca pelo governo
Em 2006, ele concorreu e venceu as eleições como governador do DF, obtendo 663.364 votos (50,38%). A gestão de Arruda foi marcada por forte investimento em obras e foco na educação.
Em 2010, ele optou por não disputar as eleições. Ele também foi alvo de investigações e até foi preso nos anos seguintes.
Agora, em 2026, ele busca novamente a vaga de governador do DF, filiado ao Partido Social Democrático (PSD).
Posicionamentos e polêmicas
O maior escândalo da carreira de Arruda ocorreu em 2009, quando foi deflagrada a Operação Caixa de Pandora pela Polícia Federal. O político foi apontado como o principal articulador de um esquema de corrupção e pagamento de propinas envolvendo deputados distritais e empresas contratadas pelo governo do DF.
Ele chegou a ser preso no exercício do cargo, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretar sua prisão preventiva por tentativa de suborno a uma testemunha do processo.
Além disso, Arruda acumula múltiplas condenações em segunda instância por improbidade administrativa ligadas aos esquemas investigados na Caixa de Pandora.
Em 2017, também foi condenado por falsidade ideológica por forjar recibos para tentar encobrir o recebimento de recursos ilícitos.
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