O atual governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do estado do Espírito Santo nas eleições de 2026.
Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado no fim de agosto, o candidato ocupa a segunda posição nas intenções de voto, com 38,2%. Contudo, se considerar a margem de erro, ele está tecnicamente empatado com o primeiro colocado, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que tem 39%.
Desde o início da campanha eleitoral, Ferraço compartilhou diversos vídeos nas redes sociais. Em um deles, junto de um jingle, escreveu na legenda: "O Bem tá na rua, o Mal tá pra lá! Quem é do bem, vem! Vem com Ricardo Governador".
Início da carreira
Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES), Ricardo de Rezende Ferraço nasceu em 17 de agosto de 1963 e desde cedo, deu os primeiros passos na política.
Em 1982, iniciou a trajetória como vereador, filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), cargo que ocupou até 1988, quando foi eleito deputado estadual.
Em 1994, ele conseguiu a reeleição, chegando a assumir, durante o mandato, a Secretaria-Chefe da Casa Civil do estado.
Atuação na Câmara dos Deputados
Pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Ferraço concorreu e se elegeu deputado federal em 1998.
No Congresso, foi membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural; Comissão de Constituição e Justiça e de Redação; Comissão de Economia, Indústria e Comércio; entre outras.
Em 2002, ele tentou uma vaga no Senado Federal, mas não conseguiu os votos necessários. Assim, nos anos seguintes ele atuou na Secretaria de Estado da Agricultura, no governo de Paulo Hartung.
Chegada ao governo
Em 2007, na chapa de Hartung, ele foi eleito vice-governador do estado. Em 2010, ele pretendia concorrer ao governo, porém teve a candidatura vetada.
Dessa forma, o candidato optou por tentar novamente o Senado e foi eleito, com 1.557.409 votos (44,55%). Na casa, chegou a presidir a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, além de atuar como membro titular da Comissão Especial do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 2018, Ferraço não conseguiu a reeleição. Em 2022, novamente foi eleito vice-governador, na chapa de Renato Casagrande, até chegar às eleições deste ano, em que busca uma vaga como governador.
Ao longo dos anos, o candidato já se filiou a alguns partidos, como PSDB, PTB, PPS, PMDB, e atualmente faz parte do MDB.
Posicionamentos e polêmicas
Ricardo Ferraço esteve envolvido em investigações da Operação Lava Jato. O nome dele foi citado por executivos da Odebrecht, que afirmaram o repasse de R$ 400 mil via caixa dois para a sua campanha ao Senado em 2010. Ele nega veementemente.
O político também se destacou por críticas duras ao Partido dos Trabalhadores, apontando aparelhamento do Estado e desvios na gestão pública.
Em 2016, ele também criticou um projeto contra o abuso de autoridades, alegando que ia contra o bom senso e poderia intimidar juízes, policiais e promotores no combate à corrupção.
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