Apesar de ter um número inferior de concorrentes em comparação ao Sudeste, a região Sul se destaca por candidatos com patrimônios voltados a investimentos.
O perfil dos candidatos varia entre carteira de investimentos e empresários rurais.
Cabe destacar que, entre as informações declaradas, pode haver erros e falhas de digitação enviados ao Tribunal Superior Eleitoral.
Nesse sentido, O Brasilianista procurou o tribunal para esclarecer se há algum mecanismo de controle das informações autodeclaradas pelos candidatos e se as inconsistências poderiam implicar a desclassificação do candidato para concorrer ao cargo.
Até a publicação desta notícia, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Hyundai e Ford EcoSport
Julio Violino (PSDB), que concorre à função de deputado estadual, é o candidato com o maior patrimônio divulgado pelo TSE: R$ 90 milhões. No entanto, as informações não batem.
São apenas dois bens de Violino: um Hyundai Tucson, declarado em R$ 65 milhões, e um Ford EcoSport, no valor de R$ 25 milhões.
É quase certo que os dados estão incorretos, uma vez que o Ford EcoSport custa, na tabela Fipe, em torno de R$ 15 mil a R$ 84 mil, dependendo do ano de fabricação. O outro modelo, o Hyundai Tucson, varia de R$ 23 mil a R$ 162 mil pelo mesmo motivo.
O segundo candidato com maior patrimônio, Professor Bonatto (PSD), que disputa o cargo de deputado estadual, declarou algo em torno de R$ 31 milhões. O candidato declarou a maior parte do seu patrimônio decorrente da empresa Água da Fazenda, no valor de R$ 10,9 milhões.
R$ 6,37 milhões são oriundos da Case Indústria Comércio e Serviços de Produtos da Fazenda. Bonatto declarou também um sítio no valor de R$ 4 milhões e outros R$ 3,24 milhões da Viamópolis Construtora e Incorporadora.
Afonso Motta (PDT), que é candidato a deputado federal, declarou R$ 23,2 milhões no TSE: R$ 10,76 milhões em aplicações financeiras no Banrisul, Banco do Brasil e Itaú. Ele declarou também cerca de 4 mil hectares de Terra Nua, que é um imóvel rural, em Alegrete (RS).
Foram registradas aproximadamente 918 candidaturas no Rio Grande do Sul.
As finanças dos paranaenses
O Professor Picler (PL), que se candidatou ao cargo de suplente e divide a chapa com Deltan Dallagnol (Novo), acumula um patrimônio de R$ 478,6 milhões, sendo R$ 225,6 milhões em ações da empresa Uninter Educacional S.A.
O restante do patrimônio, que se soma a 58 itens declarados, é composto por investimentos: R$ 24,1 milhões em CDB no Banco Itaú, R$ 20 milhões em CDB no Santander, R$ 14,4 milhões em CDB na XP Investimentos e outros R$ 30 milhões em quotas da empresa Stella Administração de Bens.
Dudu Potencial (Republicanos), que também disputa o cargo de suplente na chapa de Alexandre Curi (Republicanos), acumula R$ 281,04 milhões.
Entre os valores mais relevantes, o patrimônio do candidato é composto quase integralmente por aplicações financeiras: são R$ 129,8 milhões em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), R$ 99,6 milhões em participações em um fundo e R$ 20 milhões em Letras de Crédito Imobiliário (LCI).
Já o candidato a deputado federal Newton Bonin (Republicanos) tem sua carteira de bens focada no agronegócio e na mineração, totalizando aproximadamente R$ 75,66 milhões.
Desse valor, R$ 26,4 milhões são referentes a participações na Abramo Agropecuária Ltda. e R$ 18,5 milhões em um empréstimo para a Ourmindi Minérios Ltda.
Ele também possui um apartamento avaliado em R$ 10,8 milhões, além de registros de empréstimos que somam R$ 125 mil para pessoas físicas com o sobrenome Acosta Bonin.
Santa Catarina e o perfil investidor

Patrimônio de candidatos varia de R$ 8,5 milhões a R$ 613 milhões (Fotos: Bruno Collaço/Agência Alesc e Redes Sociais)
De 538 candidatos com bens declarados, o postulante com o maior patrimônio soma R$ 613,22 milhões. O candidato ao Senado Lunelli (MDB) declarou R$ 456,6 milhões em participações societárias em pessoas jurídicas sem especificar os nomes.
Ele também registrou R$ 145,2 milhões em ativos financeiros e R$ 10,2 milhões em bens voltados à atividade rural. Entre os bens declarados pelo empresário estão um Volvo XC90, um Chevrolet Trailblazer e um terreno em Corupá.
O candidato a deputado estadual Nilso Berlanda (PSD) declarou R$ 35,7 milhões em quotas do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC Berlanda), outros R$ 24,7 milhões em quotas na "Transportes Curitibanos" e no "ALB Posto de Combustível", além de R$ 8,3 milhões em quotas na PB Participações. Seu patrimônio declarado chega a cerca de R$ 79,6 milhões.
O terceiro candidato, que também apresenta perfil de investidor financeiro, é Dalton Lueders (Progressistas). Na disputa por uma vaga de deputado estadual, ele declarou ao TSE R$ 8,5 milhões no fundo Warren e outros R$ 3,1 milhões no fundo BTG Pactual. Ele informou ainda R$ 5,7 milhões em ações da mineradora Vale e dois apartamentos, localizados em Balneário Piçarras e Jaraguá do Sul.
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