O instituto Democracia em Xeque divulgou na terça-feira (25) mais uma análise com a percepção de eleitores indecisos sobre os desdobramentos da briga entre Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além do caso Dark Horse e das investigações que miram o filho mais velho do presidente Lula (PT), Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete, o Marcola.
O caso Dark Horse "perdeu força", mas pode voltar a chamar a atenção do eleitorado. Isso acontece porque o caso ainda não está "resolvido" e há oscilações dos assuntos nos noticiários, podendo voltar a ganhar tração.
Um outro motivo importante observado pelo instituto é que "a memória pública é curta" e perde o foco.
Recomposição de Flávio
Para o eleitor, mesmo que Flávio se reaproxime da pré-candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL), após os escândalos que expuseram o desgaste entre enteado e madrasta, ele precisa mostrar "alinhamento".
A crise não foi encerrada, mas o custo que estava causando à campanha é menor. O eleitor percebe que as aparições dos dois e as mensagens trocadas após a reconciliação podem até ser uma mentira, mas a desunião é "ainda pior".
Michelle cresce diante dessas repercussões, especialmente entre o eleitorado feminino, com a sua própria identidade, e transmite a ideia de que ela ajuda Flávio a parecer mais unido.
Flávio ainda não consegue atrair sozinho o eleitor feminino e ganha um pouco de tempo para recuperar a imagem.
O caso do Fundo Havengate, para o eleitor, ainda não acabou quanto ao desgaste do candidato, porque o desgaste gira em torno do presidente Lula.
Crise do Dark Horse
Flávio declarou em ao menos duas agendas de campanha que o caso Dark Horse — que envolve um pedido de R$ 134 milhões do senador a Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master — e a auditoria privada sobre os gastos do filme são página virada.
Para o eleitor, Flávio quer fugir do assunto por meio de uma cortina de fumaça porque não tem como explicar a situação. O senador declarou em maio que iria esclarecer em 30 dias as contas da Go Up Entertainment, que produz o filme, mas nunca o fez.
Lula e Lulinha

O caso Lulinha repercute entre o eleitor indeciso como uma crise de campanha que se aprofunda (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Lula vive o seu pior momento. A exposição dos casos envolvendo Lulinha e Marcola, seu auntigo chefe de gabinete, impede o eleitor indeciso de dissociar a imagem de Lula do seu entorno.
Além da crise envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva com Roberta Luchsinger, ela é associada à intimidade, já que a lobista atuava em interesse da empresa do Careca do INSS, Antônio Carlos Antunes, preso após o escândalo envolvendo o desconto ilegal de aposentados e pensionistas do INSS.
A posição de Lula de não acobertar e deixar Lulinha responder pelas suas próprias ações é positiva, mas é vista com ceticismo por esse perfil de eleitor.
O caso do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, e o pedido do empresário de empréstimo à lobista, aprofunda o problema.
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