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Política

A estratégia de Lula e Flávio para usar escândalos na disputa eleitoral

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o controle da narrativa sobre investigações envolvendo o Banco Master e o INSS

A estratégia de Lula e Flávio para usar escândalos na disputa eleitoral
Candidatos à Presidência exploram elementos investigados pela Polícia Federal e no STF Fernando Frazão e Marcelo Camargo/Agência Brasil

A oposição ao governo Lula passou a explorar, para a campanha de Flávio, elementos que envolvem as investigações do filho do presidente, o Lulinha.

Da mesma forma que tentam associar uma possível ligação do governo ao caso Master, Lula e seus aliados tentam associar a Flávio Bolsonaro (PL) a sua ligação com Daniel Vorcaro.

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Conforme O Brasilianista noticiou, o senador Carlos Viana tenta aprovar, com o apoio de parlamentares, a instalação de uma CPI para investigar o possível envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva. Vale lembrar que, durante a CPMI do INSS, o então relator,que hoje ocupa a chapa de Flávio, Alfredo Gaspar (PL-AL), tentou indicá-lo no relatório final.

O resultado: a comissão, que desencadeou os possíveis indícios de envolvimento da classe política com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, teve seu relatório rejeitado.

Obstáculos à atuação da oposição 

Vale reforçar também que existem três questões que contribuem para a tentativa do governo de emperrar o desgaste político.

A primeira é que se trata de um ano eleitoral, e não há previsão de que os candidatos às eleições trabalhem até o fim do ano em comissões temporárias, visto que o foco é a reeleição. 

Com as comissões esvaziadas, os parlamentares só devem voltar na segunda semana de esforço concentrado e, depois, voltam a focar em suas campanhas ou em apadrinhar outros candidatos.

Lula e Davi Alcolumbre 

O segundo fator é o clima institucional entre os Poderes. Lula se reaproximou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Em decorrência da rejeição da indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, ao STF, os dois não se falaram mais.

A relação, que estava em crise há mais de três meses, voltou a sinalizar acordos a partir de iniciativas que estavam emperradas, como as medidas provisórias que poderiam caducar, bem como os projetos estratégicos para o governo que estavam parados — como a PEC da Segurança Pública e a Escala 6x1, que já foram encaminhadas para as comissões competentes para análise e escolha dos relatores.

O terceiro fator é o posicionamento da Procuradoria-Geral da República. Lulinha não é político, não ocupa cargo público, nem possui foro privilegiado. A investigação do STF, que está sob os cuidados do ministro André Mendonça, precisa decidir se o caso continua no Supremo.

Enquanto Lula tenta se desvincular desses escândalos que podem afetar a sua campanha, Flávio Bolsonaro tenta utilizar o fato de que o senador Jaques Wagner (PT-BA), que é da base do governo, tem relação com o Caso Master.

A estratégia de Lula

Do outro lado, o governo tenta atribuir as ligações do senador Flávio Bolsonaro ao caso Master, uma vez que o político pediu a Daniel Vorcaro contribuição para financiar o filme de seu pai, Jair Bolsonaro, com recursos direcionados para um fundo privado.

Daniel Vorcaro direcionou R$ 61 milhões, que foram pagos para o filme Dark Horse após o pedido do político. O caso segue em análise pela Polícia Federal.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) acionou a Procuradoria-Geral da República para obter informações sobre o financiamento e as investigações relacionadas ao filme.

No ofício, a líder do governo quer saber em que etapa está a investigação e, caso existam informações sigilosas, que sejam fornecidos apenas os elementos públicos ou não sigilosos.

Em resumo, foram solicitados detalhes das investigações envolvendo o Dark Horse e seus procedimentos, além dos pareceres apresentados pelo Ministério Público Federal.

Brasil Soberano

O governo deve explorar também elementos sobre a ida de Flávio à audiência da USTR e a carta apresentada ao Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que estaria beneficiando a política dos Estados Unidos.

Na semana da viagem, os deputados Lindbergh Farias, Pedro Uczai e Paulo Pimenta, juntamente com os senadores Teresa Leitão, Randolfe Rodrigues e Camilo Santana, mobilizaram suas redes sociais para o projeto “Brasil Soberano”, ressaltando que o senador foi para os Estados Unidos legitimar as tarifas de 27% contra os exportadores brasileiros.

Argumentos como “traidor da pátria” e o apelido “Tatiflávio” foram utilizados pelos petistas. 

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