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Política

Debandada na Praça dos Três Poderes

Rumores de saídas de ministros ganham força após aposentadoria antecipada de Barroso

Debandada na Praça dos Três Poderes

Desde o final do ano passado, fontes próximas ao presidente Lula têm afirmado que dois ministros de peso, José Múcio Monteiro (Defesa) e Ricardo Lewandowski (Justiça) teriam cogitado deixar seus cargos.

A saída de ambos, segundo interlocutores próximos ao Planalto, teria sido evitada por intervenção direta do presidente, que buscou segurar o desgaste político antes que ele se tornasse público.

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Os rumores ganharam força em dezembro, mas foram sanados por ministros e advogados em um evento, como noticiou a CNN.

A permanência de Múcio e Lewandowski foi tratada internamente como uma “vitória discreta” em um governo marcado por tensões entre alas políticas e desafios de coordenação.

A avaliação entre aliados é que a saída de qualquer um deles representaria um golpe na estrutura de confiança presidencial.

Movimentação no STF

Mas a calmaria não durou muito. A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, reacendeu especulações sobre novas baixas no Judiciário.

Agora, no entanto, há rumores de que a ministra Cármen Lúcia estaria considerando antecipar sua saída, o que abriria mais uma vaga sensível e estratégica para o presidente indicar.

Se isso se confirmar, Lula enfrentará um cenário de mudanças profundas na composição da Corte, com potencial impacto nas decisões mais delicadas do país. Isso porque 2026 será ano de eleições e o presidente pode tentar a reeleição.

Há também a expectativa de que alguns ministros se candidatem a cargos nas eleições estaduais, como Fernando Haddad (Fazenda), especulado para disputar o governo de São Paulo, Renan Filho (Transportes), cotado para disputar o governo de Alagoas e Rui Costa (Casa Civil), sondado para o Senado pela Bahia. O Planalto, no entanto, não comentou os rumores.