Após o relator recuar da tributação de LCIs e LCAs, a equipe econômica do governo está otimista quanto à aprovação da MP que tributa papéis isentos (MP 1.303/25). Dentro do governo, a avaliação é de que o principal empecilho foi superado. Na última semana, membros da equipe econômica estiveram em campo no Congresso para negociar a votação do texto.
O governo tem se dedicado à essa articulação já que a MP 1.303 é vista como uma das principais ferramentas para o cumprimento das metas fiscais em 2026. Para o ano que vem, a expectativa inicial da MP era de impacto superior a R$ 30 bilhões, entre medidas arrecadatórias, cortes e remanejamentos.
A avaliação condiz, em parte, com a análise dos parlamentares ouvidos pela Arko. Como publicado na quinta-feira (2), para os membros da comissão, a mudança no relatório ajuda muito o tema a avançar. Porém, ainda há articulação a ser feita. O partido de Bolsonaro, o PL, tem se posicionado contra qualquer medida arrecadatória, e setores específicos do Congresso apresentam resistência a pontos como a taxação de fintechs e de ativos digitais.
Além disso, o próprio calendário é um desafio. Em um intervalo de dois dias, a MP precisa ser votada na comissão mista e nos Plenários da Câmara e do Senado.

