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A profecia de Valdemar

Presidente do PL afirmou em março de 2024 que Flávio venceria Lula por conta da rejeição do brasileiro ao petista

A profecia de Valdemar
Fontes ouvidas por O Brasilianista afirmaram que Valdemar era um dos poucos que acreditava nas chances de Flávio vencer Lula (Foto: Imagem gerada por IA/O Brasilianista)

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, "previu" em 2024 que Flávio Bolsonaro seria eleito presidente da República nas eleições deste ano. 

Valdemar afirmou a pessoas próximas, em março de 2024, que Flávio venceria Lula por conta da rejeição do brasileiro ao petista.

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Fontes ouvidas por O Brasilianista afirmaram que Valdemar era um dos poucos que acreditava nas chances de Flávio vencer Lula.

Menos politizado

A visão de Valdemar contrastava com as apostas dentro de parte do Bolsonarismo, que preferia uma candidatura presidencial de Eduardo Bolsonaro.

Valdemar argumentava aos resistentes que Flávio era menos "politizado" do que Eduardo.

E o presidente do PL, pelo menos naquele momento, acertou, pois Eduardo fugiu para os EUA em dezembro de 2025 para fugir da Justiça, pois traiu o Brasil ao pedir a Donald Trump que taxasse as exportações brasileiras. 

Passado que condena

O presente Bolsonarista de Valdemar contrasta com seu passado. O presidente do PL apoiou o PT nas primeiras gestões de Lula, foi condenado pela Justiça no Mensalão e preso na Lava Jato. 

Atualmente, o político conta a família Bolsonaro para conseguir votos e tem obtido sucesso. O PL elegeu 121 deputados federais e 28 senadores.

Com 149 parlamentares, o partido obteve a maior bancada da legislatura que vai começar em 2027. Em comparação, a federação PT-PCdoB-PV, segunda maior bancada eleita, contará com 88 deputados e nove senadores.

Medo do INSS

Mas a bancada forte do PL não tem garantido boas noites de sono ao Bolsonarismo. Diversos parlamentares estão preocupados com as investigações sobre as fraudes em benefícios pagos pelo INSS a aposentados e pensionistas. 

Mesmo com a investigação sob a batuta de André Mendonça, Bolsonaristas temem vazamentos de dentro da PF, principalmente com a reeleição de Lula no domingo (25).

Cartadas Supremas

Kassio Nunes Marques foi emparedado no domingo. Somente André Mendonça, que também foi indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, não crucificou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nunes Marques levou 4 horas para decidir sobre crise de ônibus causada por prefeitos bolsonaristas pelo país, principalmente na Bahia e em São Paulo. A lentidão do presidente do TSE foi interpretada como apoio a Flávio Bolsonaro.

Montanha-russa

O posicionamento de Kassio Nunes Marques ao longo do pleito deste ano fez o ministro sair do Olimpo para a planície Judicial.

O presidente do TSE conseguiu emplacar Carlos Brandão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e mantém forte influência no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

No TRF-1, o grupinho passou a ser chamado de Turma do KN. Há desembargadores do Tribunal preocupados com os ataques sofridos por seu líder.

Comunidade rachada

O povo de Davi está dividido por conta do Bolsonarismo. Parte da comunicade judaica que apoiou Flávio Bolsonaro nas eleições criou uma "lista negra" com mais de 1.300 nomes de judeus que defenderam a reeleição de Lula.

Os mais de 1 mil nomes estão em um abaixo-assinado que circulou antes do primeiro turno e defendia, entre outras coisas, que o oftalmologista Cláudio Lottenberg, cotado para ser ministro num eventual governo Flávio "não representa os judeus de São Paulo".