Nos últimos dias, Lula reajustou em 15% o Bolsa Família, proibiu as Bets e liberou canetas emagrecedoras no SUS.
Essas medidas foram promovidas pelo petista enquanto as pesquisas de intenção de voto mostravam uma possibilidade cada vez maior de Flávio Bolsonaro vencer nas urnas em outubro.
As pesquisas eleitorais divulgadas na segunda-feira (28) mostraram que as decisões de Lula parecem ter surtido o efeito desejado pelo petista.
BTG Nexus
A pesquisa BTG/Nexus mostrou que o atual presidente tem cinco pontos percentuais de vantagem sobre o senador do PL do Rio de Janeiro no primeiro turno. No levantamento anterior, a diferença era de três pontos percentuais (p.p).
Em 21 de setembro, Lula registrava 40% dos votos contra 37% de Flávio Bolsonaro. Sete dias depois, o petista foi o preferido por 42% dos eleitores, enquanto o filho mais velho de Jair Bolsonaro foi escolhido pelos mesmos 37%.
Quaest
Essas diferenças entre Lula e Flávio no primeiro turno foram similares nas pesquisas divulgadas pela Quaest. No último dia 21, Lula tinha 37% das intenções de voto contra 33% de Flávio Bolsonaro.
Em 28 de setembro, o petista foi o preferido por 39% dos eleitores, enquanto o filho mais velho de Jair Bolsonaro foi escolhido pelos mesmos 34%.
O aumento na diferença entre os candidatos é resultado da redução do percentual de indecisos, que caiu de 10% para 5%, e a busca pelo voto útil — que tem sido incentivada pelas campanhas.
Mulheres, baixa renda e Bolsa Família
Essas estratégias, mais as medidas eleitoreiras de Lula, convenceram parte das mulheres. Nesse grupo, 46% prefere Lula enquanto 37% vota em Flávio. Em 21 de setembro, Lula registrava 44% e Flávio manteve o mesmo percentual.
O petista também aumentou sua vantagem entre eleitores de baixa renda, onde 55% votam no petista, 29% preferem Flávio e há ainda 11% de indecisos e 5% de votos brancos e nulos. Há uma semana, esses percentuais eram de, respectivamente: 52%, 30%, 13% e 5%.
Quando são analisados apenas os votos de quem recebe Bolsa Família, Lula tem 59% e Flávio 27%. No dia 21, esses resultados eram de 56% e 30%.
Margem de erro
Apesar de as variações referentes aos votos em Lula nas duas pesquisas estarem dentro da margem de erro (2 p.p para mais ou menos), a diferença do petista para Flávio saiu desse intervalo, o que indica mais chances de vitória do atual presidente em outubro.
Ainda há pesquisas a serem divulgadas nesta semana — a última do primeiro turno — e o debate organizado pela TV Globo, na quinta-feira (1º).
Nossa Senhora
O distanciamento entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais tende a aumentar por conta da polêmica iniciada no último fim de semana, envolvendo a Nossa Senhora Aparecida.
A informação falsa de que Flávio retiraria da mãe de Jesus o título de padroeira do Brasil para agradar os evangélicos — grupo principal do eleitorado do senador — incomodou bastante os católicos, maior grupo religioso brasileiro.
A pesquisa Quaest mostrou que Lula tem 50% de intenções de voto entre os católicos, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27% Em 21 de setembro, o petista registrava 46% contra os mesmos 37% dos votos destinados ao senador do PL.
O medo dos católicos quanto ao retorno da Família Bolsonaro à Presidência da República também aumentou: saiu de 46% para 52% em sete dias. Nesse segmento, 36% temem a vitória de Lula.
Cristão x Cristão
A mentira que alvejou Flávio Bolsonaro tornou-se uma crise ainda maior após as manifestações do candidato, que preferiu acusar a Igreja Católica de divulgar Fake News.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reagiu com indignação às acusações e ainda divulgou um relatório que mostra como a Extrema-Direita que apoia Flávio Bolsonaro está atacando a Igreja Católica sistematicamente desde 2018.
Essa briga cristã, que pode enterrrar de vez as chances de vitória de Flávio em outubro, também envolve soberania, pois inúmeras igrejas evangélicas no Brasil têm incentivo de entidades neopentecostais dos EUA, que quer transformar o Brasil numa colônia.
Eu sou felina
Uma importante mulher da elite política de Brasília, conhecida por ser uma ótima "caçadora", perdeu uma disputa caliente há alguns meses.
Numa das inúmeras festas do Lago Sul, em Brasília, essa poderosa se encantou com uma moça que retocava a maquiagem no banheiro.
A presa recusou as investidas da política, que disse: Como você não me quer? Eu sou felina.
Toda a cena foi acompanhada pela amiga do alvo da política poderosa do Distrito Federal.


