O governador do Amapá, Clécio Luís (União Brasil), aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do AP nas eleições de 2026, ficando na segunda colocação.
Enquanto o candidato soma 31% das intenções de voto na pesquisa estimulada realizada pelo Real Time Big Data em setembro, Dr. Furlan (PSD) soma 62%.
Desde o início da campanha eleitoral, Clécio vem compartilhando conteúdos nas redes sociais. No dia 16 de agosto, junto de um vídeo com jingle, escreveu na legenda: "Esse é o nosso amor por todo o Amapá! A trilha da nossa campanha chegou para embalar essa caminhada com a energia, o carinho e a força de quem acredita no nosso estado".
Início da carreira
Natural de Belém, no Pará, Clécio Luís Vilhena Viera mudou-se para Macapá, no Amapá, ainda pequeno. Formado em geografia, também é especialista em Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos.
Antes de concorrer a uma eleição, muito ligado ao movimento do Partido dos Trabalhadores, ele assumiu a Secretaria de Estado da Educação.
A vida política
Em 2004, participou pela primeira vez da disputa, filiado ao PT, ao cargo de vereador. Feito que ele repetiu nas eleições seguintes, em 2008, mas representando o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
Ele decidiu deixar o PT junto de outros membros do partido, incluindo Ivan Valente e Jorge Almeida.
Na prefeitura
Em 2012, Clécio foi eleito prefeito de Macapá em segundo turno, em uma disputa bem acirrada. O candidato do PSOL obteve 101.261 votos (50,59%), enquanto o adversário, Roberto Góes (PDT), terminou com 98.892 votos (49,41%).
Em 2016, ele repetiu o feito, mas filiado ao Rede Sustentabilidade (REDE). Também em segundo turno, mas com maior vantagem, Clécio somou 123.808 votos (60,50%), enquanto Gilvam Borges (PMDB) somou 80.840 votos (39,50%).
No período, ele também assumiu a presidência da Associação dos Municípios do Estado do Amapá (Ameap). A gestão do ex-prefeito foi marcada por foco em assistência social, assim como educação pública.
Governo do Amapá
Em 2020, ele optou por deixar o REDE. Nas últimas eleições, em 2022, filiado ao Solidariedade, ele concorreu ao governo do Amapá e teve sucesso.
Clécio foi eleito ainda em primeiro turno, ao receber 222.168 votos (53,69%). Agora, em 2026, filiado ao União Brasil, ele busca a reeleição.
Entre as principais pautas do candidato, estão a segurança pública, desenvolvimento econômico e sustentável.
Posicionamentos e polêmicas
A mudança de partidos e até de "posições ideológicas" ao longo da carreira já foram vistas como controversas na visão de críticos.
Em 2017, Clécio também teve o seu nome citado nos acordos de delações premiadas de executivos da Odebrecht, por supostamente ter recebido ilegamente R$ 450 mil para sua campanha pelo PSOL. Na altura, ele negou qualquer contato ou relação com membros da empresa.
Neste ano, o candidato do União Brasil foi condenado pela Justiça Eleitoral em R$ 25 mil por por propaganda eleitoral antecipada, além de ser obrigado a excluir as publicações.
O Brasilianista está nas redes sociais

