O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece entre os principais nomes na disputa pelo governo do Mato Grosso nas eleições de 2026, ocupando a segunda posição na pesquisa estimulada e primeira na pesquisa espontânea.
Segundo a pesquisa Quaest de agosto, Pivetta soma 23% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes (PL) soma 27%. Na pesquisa espontânea, Pivetta tem 9% e Fagundes 6%.
No dia de início da campanha eleitoral, 16 de agosto, o candidato do Republicanos compartilhou um vídeo com o jingle nas redes sociais e escreveu na legenda: "Pessoal, agora é 10 na cabeça".
Início da carreira
Natural de Caiçara, no Rio Grande do Sul, Otaviano Olavo Pivetta nasceu em 10 de maio de 1959 e, ainda na juventude, mudou-se para Mato Grosso, mais especificamente, para Lucas do Rio Verde.
Antes de ingressar na política, o candidato foi empresário do setor de agricultura.
A vida política
Em 1996, Pivetta concorreu pela primeira vez nas eleições, pela prefeitura de Lucas do Rio Verde, e foi eleito, assumindo em 1997 o primeiro mandato.
Ele repetiu o feito nas duas eleições seguintes, comandando a cidade até 2016. Com foco em desenvolver a economia, ele deixou o cargo com aprovação superior a 80%. Otaviano também já atuou como deputado estadual.
No governo
Em 2018, Pivetta concorreu a vice-governador de Mato Grosso na chapa que teve Mauro Mendes (DEM) como governador. A dupla foi eleita ainda no primeiro turno, somando 840.094 votos (58,69%).
Em 2022, representando o Republicanos e União Brasil, a chapa foi reeleita, recebendo 1.114.549 votos (68,45%).
As principais atuações da gestão ficaram concentradas nas áreas de educação, pequenos produtores e infraestrutura.
Agora, em 2026, ele busca a vaga de governador do estado e apresentou como meta do seu plano justamente a continuidade do que vem sendo feito desde seus mandatos como vice.
Posicionamentos e polêmicas
Otaviano Pivetta envolveu-se em polêmicas recentes envolvendo investigações da Polícia Federal e declarações sobre servidores.
O governo de Mato Grosso foi alvo de uma investigação da PF sobre um acordo tributário de R$ 308 milhões entre a entidade e a operadora Oi. Uma usina pertencente a Pivetta (Brasbio) recebeu recursos de fundos e empresas ligados ao esquema investigado.
Pivetta também gerou revolta ao declarar que há falta de talento e excesso de pessoas despreparadas e "tirando vantagem do cargo" no setor público.
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