Os valores movimentados por apostas online no Brasil cresceram 32,6% no segundo semestre de 2025, em comparação aos primeiros seis meses do mesmo ano. Foram quase R$ 443 bilhões apostados entre janeiro e junho, contra pouco mais de R$ 587 bilhões de julho a dezembro.
Os dados são de um levantamento feito pela Pay4Fun com dados do Ministério da Fazenda obtidos via Lei de Acesso à Informação. Segundo Leonardo Baptista, CEO da empresa, a diferença de R$ 144 bilhões entre os períodos é resultado da adaptação de operadoras e apostadores às exigências legais e operacionais.
A formalização do setor substituiu o modelo anterior, que operava sem supervisão direta ou mecanismos formais de monitoramento. A nova estrutura jurídica definiu parâmetros de funcionamento e permitiu a mensuração do tamanho do mercado.
Além do impacto na movimentação financeira, a regulamentação estabeleceu o repasse de arrecadação pública para áreas como esporte, turismo e ações de fiscalização.
Quando é feita a aposta?

Outro levantamento da Pay4Fun, com dados de jogos da Copa Libertadores da América de 2025, mostrou que as transações financeiras em plataformas de apostas atinge aumentam em volume antes do início das partidas, arrefece durante o tempo regulamentar e cai após o encerramento dos confrontos.
Na decisão entre Palmeiras e Flamengo, por exemplo, o volume de depósitos e apostas no pré-jogo foi 72% superior à média registrada durante a partida. No segundo jogo entre Palmeiras x LDU, o pré-jogo registrou transações 83% acima da média do confronto, o maior pico do levantamento.
Já na partida disputada entre Flamengo e Racing na Argentina, o volume financeiro ficou 69% acima da média, apresentando recuo após o encerramento.
Fusões e aquisições

O Brasilianista já mostrou que este ano deverá ser marcado por diversas fusões e aquisições no mercado nacional. Os motivos vão desde empresários que somente se aventuraram no setor esperando propostas de compra até companhias menores que não resistirão ao assédio das maiores.
Representantes de Bets também afirmam que a regulação promovida até o momento no Brasil não prejudicou o mercado, mas ponderam que ainda é cedo para cravar o impacto dessas regras no futuro.


