A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, revelou na última sexta-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ordenou o envio de alimentos, medicamentos e suprimentos básicos para a população da Faixa de Gaza. A informação foi divulgada durante o encerramento do Fórum Mundial da Alimentação, realizado na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, segundo a CNN Brasil.
Janja destacou que milhões de palestinos vivem em meio às ruínas de suas casas, tentando reconstruir a vida após sucessivos conflitos. “Nesse momento em que milhões de palestinos retornam para as ruínas de suas casas, tentando retomar as suas vidas, apesar das perdas enormes que viveram nos últimos dois anos, eles precisam mais do que solidariedade, precisam de ações de apoio, tanto material quanto político, para que o cessar-fogo acordado seja definitivamente cumprido”, declarou.
Fome e conflitos como causas da crise humanitária
Durante o discurso, a primeira-dama chamou atenção para o impacto das mudanças climáticas e dos conflitos armados sobre a segurança alimentar global. Ela afirmou que a fome tem sido usada como ferramenta de dominação e que os efeitos de guerras e eventos climáticos extremos agravam a desnutrição em várias regiões.
“Seja devido ao clima ou às guerras, a desnutrição profunda tem causado a morte de centenas de milhares de pessoas, principalmente de crianças. A Palestina e o Sudão são exemplos ainda do uso da fome como arma de subjugação e exploração”, disse.
Ela classificou a situação como uma “vergonha para a humanidade” e cobrou mais rapidez nas ações globais de combate à fome.
Crítica aos países ricos e aos cortes na ajuda internacional
Janja também criticou a falta de comprometimento das nações mais ricas com o financiamento de programas humanitários. Para ela, as promessas de contribuição não vêm sendo cumpridas, o que aprofunda ainda mais o cenário de desigualdade e insegurança alimentar.
A primeira-dama ressaltou que os cortes nos recursos destinados à ajuda humanitária e ao desenvolvimento internacional agravaram a crise. Para ela, o enfraquecimento desses fundos demonstra uma ausência de prioridade global diante da fome e da pobreza.

