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Economia

Recuperação extrajudicial é melhor opção? Especialista aponta vantagens

Modelo permite renegociação direta de dívidas e preservação das atividades, mas exige organização financeira

Recuperação extrajudicial é melhor opção? Especialista aponta vantagens

A recuperação extrajudicial tem se consolidado como uma alternativa utilizada por empresas que enfrentam dificuldades financeiras, mas ainda mantêm capacidade de operação.

O modelo permite a renegociação de dívidas diretamente com credores, evitando um processo judicial mais longo e complexo.

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Segundo a Serasa Experian, esse instrumento é previsto na legislação brasileira e busca oferecer uma saída para empresas que desejam reorganizar suas finanças sem interromper as atividades.

A modalidade tem sido adotada tanto por grandes companhias quanto por negócios de menor porte, especialmente em um cenário de crédito mais caro e aumento do endividamento.

Agilidade e menor custo estão entre os principais ganhos

Entre os principais benefícios da recuperação extrajudicial está a rapidez na condução do processo. A ausência de uma tramitação judicial extensa reduz o tempo necessário para aprovação de acordos.

Além disso, há diminuição de custos, já que não há necessidade de administrador judicial ou de acompanhamento constante do Judiciário.

Em exclusiva para O Brasilianista o advogado, economista e especialista em recuperação patrimonial, Enoque Estevão Britto, explica que essa característica torna o modelo mais atrativo em determinados contextos.

“A recuperação extrajudicial costuma ser mais vantajosa, porque é mais rápida, menos burocrática, mais discreta”, afirmou.

Negociação direta amplia autonomia

Outro ponto destacado por ele é o nível de controle que a empresa mantém sobre o processo. As negociações ocorrem diretamente entre empresa e credores, permitindo maior autonomia nas decisões.

Essa dinâmica favorece a construção de soluções personalizadas, ajustadas à realidade financeira de cada negócio.

Britto avalia que esse ambiente facilita o diálogo quando ainda existe confiança entre as partes. “Se ela ainda tem capacidade de negociação e mantém certa confiança com os credores, a recuperação extrajudicial costuma ser mais vantajosa”, explicou.

Confidencialidade preserva imagem da empresa

A discrição também é apontada como um diferencial relevante da modalidade. Como as negociações ocorrem fora do ambiente judicial, há menor exposição pública das dificuldades financeiras.

Esse fator pode ser decisivo para empresas que desejam preservar sua reputação junto a clientes, fornecedores e investidores.

A manutenção da imagem contribui para a continuidade das relações comerciais durante o processo de reestruturação.

Continuidade das operações evita impactos imediatos

Outro benefício importante é a possibilidade de manter as atividades em funcionamento durante as negociações.

Diferente da falência, que encerra operações, ou da recuperação judicial, que envolve maior intervenção externa, o modelo extrajudicial permite continuidade operacional.

Esse fator é considerado essencial para empresas que ainda possuem capacidade de funcionamento e buscam reorganizar sua estrutura financeira.

Processo exige planejamento e estratégia

Apesar das vantagens, a recuperação extrajudicial exige preparação e organização por parte das empresas.

De acordo com Enoque, é necessário realizar um diagnóstico detalhado da situação financeira antes de iniciar as negociações.

O plano deve incluir levantamento de dívidas, definição de prazos e proposta de pagamento aos credores.

Britto destaca que o momento da decisão é determinante para o sucesso da estratégia. “O ponto principal é, quanto antes a empresa buscar ajuda, melhores são as alternativas”, afirmou.

Limitações exigem atenção dos empresários

O modelo também apresenta restrições que devem ser consideradas antes da escolha. A aprovação do plano depende da concordância de pelo menos 60% dos créditos de cada categoria envolvida.

Além disso, dívidas fiscais e trabalhistas não podem ser incluídas no acordo, exigindo negociações paralelas.

Diferença para recuperação judicial define escolha

Segundo O Brasilianista, a recuperação judicial envolve maior proteção legal, com suspensão de cobranças e supervisão do Judiciário.

Já a extrajudicial prioriza agilidade e menor intervenção, sendo mais indicada para empresas que ainda conseguem negociar diretamente.

Britto afirma que, em cenários mais graves, a via judicial pode ser necessária. “Quando a situação já está mais crítica, a recuperação judicial acaba sendo o caminho mais adequado”, explicou.

Cenário econômico reforça busca por alternativas

O aumento do endividamento e o custo elevado do crédito têm levado empresas a buscar soluções para reorganizar suas finanças.

Empresas de menor porte enfrentam desafios adicionais, como acesso limitado a financiamento e menor margem de segurança.

Britto destaca que esse cenário exige atenção redobrada na gestão financeira. “O pequeno empresário paga mais caro e tem menos margem”, afirmou.

Estratégia depende de ação antecipada

A escolha da recuperação extrajudicial como alternativa está diretamente ligada à capacidade de reação das empresas.

Segundo especialistas, agir antes do agravamento da crise amplia as chances de sucesso na renegociação.

A combinação de planejamento, negociação e acompanhamento técnico é considerada essencial para a reestruturação financeira.

Britto reforça a importância da orientação especializada no processo. “É necessário buscar o quanto antes a orientação do especialista”, concluiu.

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