Início » G20: Campos Neto diz que Brasil deve propor comércio com moedas digitais
Economia

G20: Campos Neto diz que Brasil deve propor comércio com moedas digitais

A+A-
Reset

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a criação e integração de moedas digitais nas principais economias do mundo representam o próximo passo para reduzir os custos de transações internacionais. Em evento do portal Jota, nesta terça-feira (5), Campos Neto informou que esta deve ser uma das pautas do Brasil no G20.

Leia também! Haddad diz que economia crescerá 3% em 2023

De acordo com Campos Neto, o debate sobre uma moeda única comum ou a prevalência do dólar e do yuan nas relações comerciais internacionais será superado pela criação de um sistema internacional de comércio em moeda digital. O presidente do BC citou o sistema Nexus, implementado entre Singapura e Índia, como exemplo de sucesso na área.

“Este é um tema que a gente quer abraçar muito no G20”, informou Campos Neto. “Se já tem tecnologia e já tem forma de liquidação, por que o sistema não funciona? Grande parte hoje do entrave é a governança. Países diferentes têm regras diferentes de lavagem de dinheiro, regras de financiamento de terrorismo, regras tributárias… Então, uma das nossas tarefas no G20 é falar: vamos criar uma taxonomia da transferência internacional”, afirmou.

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

A taxonomia é um conjunto de regras para classificação. Nesse caso, a ideia é apresentar um conjunto de 20 a 30 normas para os países que tenham interesse em integrar o sistema internacional. A autoridade brasileira afirmou que já trabalha em parceria com o presidente do Banco Central italiano, Fabio Panetta, para desenvolver uma proposta às maiores economias do mundo.

Campos Neto avalia positivamente 2023

O presidente do BC elogiou a atuação do Governo Federal e do Congresso Nacional nas pautas econômicas. Segundo Campos Neto, as autoridades brasileiras se esforçaram em aprovar medidas importantes.

Leia também! Macron não quer Mercosul

Foi um ano em que o Congresso trabalhou muito, aprovou reformas, a gente teve o arcabouço fiscal, teve a reforma tributária que está em curso, teve várias coisas que foram aprovadas nesse sentido. Então eu acho que foi um ano bom”, avaliou . 

Usamos cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Ao clicar em "Aceitar", você concorda com o uso de cookies. Aceitar Saiba mais

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00