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Política

“Deus seja louvado” no dinheiro? Entenda por que o real possui essa inscrição

Essa frase aparece na moeda oficial do Brasil desde 1986, quando a população ainda utilizava o cruzado

“Deus seja louvado” no dinheiro? Entenda por que o real possui essa inscrição

Ao olhar atentamente as notas de real — isso é, se ainda tiver essa quase relíquia em época de dominação do Pix — é possível notar a inscrição “Deus seja louvado”. No entanto, essa frase aparece na moeda oficial do Brasil desde 1986, quando os brasileiros ainda utilizavam o cruzado.

De acordo com o Uol, o ex-presidente José Sarney (1985 e 1990), católico, escreveu um decreto que determinou a inscrição. Apesar do Brasil ser um Estado laico, ou seja, sem religião oficial definida, é um dos países com a maior parte da população católica e, por isso, foi bem aceito na época.

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Por sua vez, o preâmbulo da Constituição de 1988, que é laica também, inclui que o documento foi promulgado “sob a proteção de Deus”. Quem defende manter a inscrição argumenta ainda que “Deus” pode ser considerado de diversas religiões monoteístas.

Além disso, a frase é uma variação da expressão “In God we trust” (Em Deus nós acreditamos, na tradução para o português), utilizada no dólar americano. Não há lei que determine o Banco Central a utilizar o texto, mas ela é mantida como tradição.

Já houveram manifestações pedindo a retirada da inscrição, sob a justificativa de que o Estado é laico e não teria necessidade de manter a frase nas cédulas. No entanto, nenhuma das propostas seguiu em frente. Ainda segundo o Uol, o BC avaliou, em uma das tentativas mais relevantes em 2012, que retirada da expressão iria custar R$ 12 milhões aos cofres públicos.

Católicos são maioria, mas reduziram no Brasil

Dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que de 2010 a 2022, houve redução do percentual de católicos apostólicos romanos, mas ainda representam mais da metade dos fiéis no país (56,7%). O período ainda registrou aumento de evangélicos (26,9%) e sem religião (9,3%).

Por sua vez, a religião espírita (1,8%) apresentou queda de 0,3 p.p. na comparação com 2010 (2,2%). Já a umbanda e candomblé saíram de 0,3% em 2010 para 1,0% em 2022, um aumento de 0,7 p.p.