Na manhã desta segunda-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da cerimônia de abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM).
O discurso de Lula reforçou a importância do protagonismo feminino e da participação das mulheres na sociedade e na política, além de contar com uma brincadeira sobre a possível conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As informações são da Agência Brasil.
Ao exaltar o papel das mulheres, ele brincou: “Quando eu for conversar com Trump, eu vou levar ela. Eu quero que ele veja”, se referindo à primeira dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. Ela riu e fez sinal de não com a mão, em tom de brincadeira.
O presidente também sancionou a lei de prorrogação da licença-maternidade nos casos em que o recém-nascido precisa ficar em longa internação. Lula destacou que as mulheres são maioria e elas sempre representaram sua prioridade nos programas sociais.
“Hoje as mulheres são 84% dos beneficiários do Bolsa Família, 63% da população atendida pela Farmácia Popular, 85% dos benefícios da linha subsidiada do minha casa, minha vida. 65% entre estudantes bolsistas do Prouni e 59% das matrículas na educação superior”, afirmou.
O que é a Conferência Nacional de Políticas para Mulheres?
Com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”, o evento é realizado após quase dez anos de hiato e segue até quarta-feira (1º), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).
O principal objetivo é resgatar o espírito da Constituição de 1988, reforçando que o Brasil é um país soberano, democrático e com justiça social, em que as mulheres fazem parte e são protagonistas da transformação social. A CNPM é organizada pelo Ministério das Mulheres e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM).
A edição de 2025 marca, segundo o governo, a retomada da principal instância de participação social voltada à promoção da igualdade de gênero no Brasil. A CNPM representa, ainda, uma reconstrução dos mecanismos democráticos de escuta, pactuação e controle social.
O encontro deve reunir cerca de 4 mil mulheres de todas as regiões do país. De acordo com o governo, os debates centrais abordarão:
- Enfrentamento às desigualdades sociais, econômicas e raciais;
- Fortalecimento da participação política das mulheres;
- Enfrentamento à violência de gênero;
- Políticas de cuidado e autonomia econômica;
- Articulação intersetorial entre governo e sociedade civil.
Vale lembrar que as propostas apresentadas durante a conferência servirão de base para a atualização do novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Além disso, a programação conta com Mostra de Economia Solidária e Criativa, lançamento de publicações, exposições artísticas, apresentações culturais e feiras.

