Mais de um terço dos trabalhadores do Brasil ganham um salário mínimo ou menos. É o que indica o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado parcialmente nesta quinta-feira (09).
Segundo os dados apresentados, enquanto 35,3% dos trabalhadores do país recebiam um salário mínimo em 2022 — na época, de R$ 1.212 — ou menos, apenas 7,6% deles recebia mais de cinco salários mínimos. O IBGE destaca que o rendimento do trabalho é um dos principais indicadores da qualidade da inserção dos indivíduos no mercado.
Ao mesmo tempo, o Censo mostra que a concentração da renda por regiões também é uma questão de destque. O rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas estava abaixo de um salário mínimo (R$1.212) em 520 dos 5.571 municípios do Brasil, ou seja, 9,3% do total. Já outros 19 municípios mostravam salários médios maiores a R$ 4.848, ou mais de quatro salários mínimos.
Nordeste e Norte com menores rendimentos; Sudeste e Sul no lado oposto
Os dez municípios com os menores rendimentos médios estavam no Nordeste, e o menor valor foi o de Cachoeira Grande/MA (R$ 759), seguido de Caraúbas do Piauí/PI (R$ 788) e Mulungu do Morro/BA (R$ 805).
Por outro lado, entre os dez municípios com os maiores salários mensais médios estavam no Sul e Sudeste, trazendo destaque para Nova Lima/MG (R$ 6.929), São Caetano do Sul/SP (6.167) e Santana de Parnaíba/SP (R$ 6.081).
Ainda, o IBGE mostrou que o rendimento mensal domiciliar per capita (por pessoa) da população brasileira foi de R$ 1.638.
As unidades federativas com os maiores valores por pessoa foram Distrito Federal (R$ 2.999), Santa Catarina (R$ 2.220) e São Paulo (R$ 2.093). Enquanto isso, os menores valores estavam no Maranhão (R$ 900), Amazonas (R$ 980) e Pará (R$ 994).

