O presidente Lula ainda não definiu os dois nomes que serão escolhidos para ocupar cargos na diretoria colegiada do Banco Central. Os cargos são para a diretoria de Política Econômica e de diretor(a) de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.
As cadeiras ocupadas por Diogo Guillen e Renato Gomes, respectivamente, se encerram em 31 de dezembro de 2025, como informa a Folha de S.Paulo.
Após a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo curto prazo restante no ano legislativo criou-se um clima de revolta entre o Executivo e o Senado e essa seria a explicação pelo adiamento dos nomes do BC.
Desde 2021, o presidente da República é quem escolhe os diretores. Após a escolha os nomes passam por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para serem aprovados pelo Plenário e Senado.
O ano legislativo termina em 22 de dezembro, portanto, não há tempo para nomear ninguém ainda em 2025. Os diretores podem ficar no cargo até o dia da posse de seus sucessores.
Mas ainda segundo a Folha, Guillen e Gomes decidiram não continuar após o término de seus mandatos, ambos foram os últimos diretores indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O adiamento das indicações deve reduzir o número de diretores presentes na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que está marcada para 27 e 28 de janeiro de 2026, com sete dos nove membros do colegiado.
Casos assim já ocorreram, em maio de 2023, o Copom analisou a taxa básica de juros (Selic) com dois diretores ausentes.
Apesar da saída dos diretores, a condução da política de juros do Banco Central não deve ter mudanças. Desde 2025, a maioria do colegiado é formada por integrantes indicados por Lula.
Além disso, os nomes que substituirão os diretores ainda não foram definidos.
É possível, de acordo com a Folha, que Paulo Picchetti, atual diretor de Assuntos Internacionais, assuma a diretoria de Política Econômica. Outros nomes que circulam são Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge e Thiago Ferreira, pesquisador do Federal Reserve são outros nomes cogitados nos bastidores.
Para o lugar de Gomes, provavelmente será um servidor de carreira do Banco Central.
O BC até agora não comentou sobre o caso.

