O Banco Central Europeu (BCE) deixa aberto até 21 de setembro uma pesquisa pública para os cidadãos europeus definirem as coleções de desenho favoritas para a moeda oficial da União Europeia: o euro.
Com os temas “Cultura europeia” e “Rios e aves” pré-selecionados, este será o primeiro redesenho completo das notas de euros desde a sua entrada em circulação, em 2002. O primeiro tema, “Cultura europeia”, coloca grandes personalidades nas notas de euro, como Beethoven e Marie Curie. Já o tema “Rios e aves” traz animais e regiões famosas da Europa e, no verso, construções importantes da região, como o próprio BCE. A nota de 500 euros não será redesenhada, pois o intuito é retirá-la de circulação.
A decisão final deve ser anunciada no final do ano, para que as notas sejam desenvolvidas e testadas.
A escolha de um desenho para uma cédula oficial tem como objetivo abranger elementos importantes da cultura daquele país ou região. No Brasil, por exemplo, as artes definidas para o real cumpriram essa regra.
Os desenhos das cédulas do real
A fim de possibilitar a implantação do real como novo padrão monetário brasileiro, estabelecido pela Medida Provisória nº 434/1994, o Banco Central (BC), em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil (CMB), desenvolveu projetos gráficos para as cédulas do real nos valores de 1, 5, 10, 50 e 100 reais, e para as moedas metálicas nos valores de 1, 5, 10 e 50 centavos, além de 1 real.
O BC explica que as cédulas do novo padrão deveriam apresentar características gerais diferentes das que marcavam as notas de cruzeiros reais. A autarquia também definiu que a frente das notas deveria conter a efígie da República, além da fabricação de cédulas com cores diferenciadas por valor. No reverso, a escolha por animais presentes na fauna brasileira tinha o objetivo de promover a proteção da fauna e da flora brasileiras, além da preservação do meio ambiente.
A cédula de R$1 traria uma gravura da cena de um beija-flor alimentando filhotes em seu ninho. O animal é típico do continente americano e existem no Brasil mais de cem espécies. Essa é a única que já não está mais em circulação.
A cédula de R$5 seria representada por uma garça, enquanto a cédula de R$10 seria estampada com uma arara, típica do Brasil e de outros países latino-americanos.
A onça-pintada, ameaçada de extinção, mas ainda encontrada na Amazônia e no Pantanal mato-grossense, foi o animal escolhido para ilustrar a cédula de R$50.
Por fim, a cédula de R$100 teria a gravura de uma garoupa, um dos peixes marinhos mais conhecidos e valiosos dentre os encontrados nas costas brasileiras.
Já a efígie comum no anverso era uma velha conhecida da população, pois era a mesma imagem que estampava o anverso da cédula de 200 cruzados novos e de 200 cruzeiros.
A escolha dos animais a estamparem os reversos das cédulas foi feita pelo público, por meio de uma pesquisa lançada pelo BC em 2001. A tartaruga marinha, que figura no reverso da cédula de R$2 e o mico-leão-dourado, que ilustra o reverso da cédula de R$20, foram as primeiras colocadas na enquete. As outras opções eram o lobo guará, o tamanduá-bandeira e o jacaré-de-papo-amarelo, todos animais da fauna brasileira que correm risco de extinção.
Em 2020, com os efeitos econômicos trazidos pela Covid-19, o Banco Central entendeu que o momento era oportuno para o lançamento de uma nova denominação, o que impulsionou o lançamento da nota de R$ 200, estampada pelo lobo-guará, mamífero típico do cerrado brasileiro.

