De acordo com a Agência Senado, na última sexta-feira (05), a CPI do Crime Organizado, instalada recentemente pelo Senado Federal, convocou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para depor em reunião marcada na próxima terça-feira (09), pela manhã.
A chamada atende ao requerimento REQ 2/2025 – CPICRIME, que foi apresentado por Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI. O objetivo é ouvir Lewandowski sobre sua experiência no enfrentamento às organizações criminosas no país.
O ministro deve apresentar dados, relatórios e a experiência da pasta no enfrentamento às organizações criminosas.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é criada pelo Poder Legislativo (Câmara dos Deputados, Senado ou os dois juntos) e investiga fatos graves de interesse público por um período determinado.
O foco é apurar denúncias, irregularidades, esquemas criminosos, corrupção ou falhas graves do poder público. A CPI do Crime Organizado investiga a atuação, expansão e funcionamento de facções e milícias consideradas criminosas no Brasil.
A comissão está prevista para ter duração de até 120 dias, tendo o encargo de analisar as ações dos grupos criminosos, as condições que favorecem sua atuação em diferentes regiões, as possíveis redes de financiamento, infiltrações e estruturas de comando.
A partir disso, a CPI deve mediar propostas de aperfeiçoamento da legislação e de políticas públicas de segurança.
Quem mais pode ser ouvido?
Além de Lewandowski, outros possíveis participantes como depoentes são o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Luiz Fernando Corrêa.
A comissão também prevê participação pública que podem enviar perguntas e comentários por telefone através do telefone, 0800 061 2211 ou pelo Portal e-Cidadania do Senado.
As mesmas podem ser lidas e respondidas ao vivo pelos senadores e depoentes durante a sessão.

