Com queda na produção, menos pedidos e sob pressão: é assim que a Indústria Brasileira inicia 2026, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgado nesta segunda-feira (02). De acordo com o Tranding Economics, o PMI Industrial do Brasil, medido pela S&P Global, teve queda para 47,0 em janeiro de 2026, em dezembro de 2025 essa taxa era de 47,6.
O início do ano marca o pior desempenho do setor em quatro meses. A desaceleração foi impulsionada pela demanda mais fraca, que reduziu novos pedidos, incluindo vendas externas.
Entre os segmentos, bens intermediários e de investimento registraram retrações expressivas, enquanto bens de consumo caíram de forma marginal. Bens de capital foram o único setor a apresentar crescimento nos novos pedidos de exportação.
O desafio da indústria
A menor entrada de pedidos levou a uma forte redução na produção, a segunda maior em mais de três anos e meio. A atividade de compras também recuou, e o emprego industrial caiu pelo segundo mês consecutivo.
Os custos de insumos subiram pela primeira vez em três meses, refletindo preços mais altos de alimentos, commodities, componentes eletrônicos, metais e plásticos. Consequentemente, os preços de produção aumentaram ligeiramente, enquanto os estoques de insumos e produtos acabados continuaram em queda.
Apesar do cenário adverso, a confiança empresarial alcançou o nível mais alto desde junho de 2025, sustentada por expectativas de cortes nas taxas de juros, demanda mais forte e novos investimentos planejados.
Elevação dos custos
Ao mesmo tempo, os custos voltaram a subir, pressionados por alimentos, commodities e insumos industriais, o que levou a um leve aumento dos preços.
Apesar do cenário difícil, a confiança das empresas melhorou, apoiada na expectativa de juros mais baixos e retomada da demanda.
Calculando o PMI
O PMI é calculado a partir de cinco indicadores:
- Novos Pedidos (30%)
- Produção (25%)
- Emprego (20%)
- Prazos de Entrega dos Fornecedores (15%)
- Estoque de Itens Comprados (10%)
Leituras acima de 50 indicam expansão e abaixo, contração. A pesquisa é feita com cerca de 400 empresas industriais brasileiras.

