O enviado especial dos Estados Unidos para a Ucrânia, Keith Kellogg, disse no último domingo (07) no evento Reagan National Defense Forum, que o fim da guerra entre o país e a Rússia está, segundo ele está realmente “muito próximo”.
De acordo com a Reuters, Kellog, disse que restam dois pontos centrais a serem definidos: o destino da região do Donbas e o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia Nuclear Power Plant, que atualmente está sob controle russo.
Kellogg disse que as negociações chegaram aos últimos 10 metros, admitindo que essa reta final costuma ser a mais complicada. Segundo ele, caso os temas que estão pendentes sejam resolvidos os próximos trâmites devem funcionar razoavelmente bem.
Embora a maior parte da área esteja sob controle russo, ainda há uma parte sob controle ucraniano, e a discussão sobre sua soberania permanece altamente controversa.
Já em relação à usina nuclear de Zaporizhzhia, que é a maior da Europa, a discussão envolve seu controle territorial e as implicações de segurança energética e soberania.
Ainda no evento, Kellogg disse que o número de vítimas da guerra é um “horrífico”, e que a Rússia e Ucrânia juntos sofreram com mais de 2 milhões de mortos e feridos desde o início do conflito em fevereiro de 2022.
Ele destacou também que nem Moscou e nem Kiev chegaram a divulgar estimativas confiáveis de perdas.
O governo russo, por meio de representantes do Kremlin, afirmou que as propostas americanas precisam de “mudanças radicais” para serem aceitas, principalmente em termos territoriais como as reivindicações russas sobre o Donbas.
Entenda a guerra e a posição do Brasil
Em fevereiro de 2022, mês e ano em que o conflito iniciou, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que seria necessário proteger a segurança da Rússia e principalmente o avanço da NATO para o Leste Europeu, além de defender populações russófonas, (pessoas em que a linguagem principal/materna é o russo, ou que usam o russo no cotidiano) de suposta perseguição no leste ucraniano, nas regiões de Donetsk e Luhansk.
O gov.br publicou em março do mesmo ano que o país votou na Assembleia Geral da ONU a favor de uma resolução que condena a agressão russa e exigiu a retirada imediata das forças do território ucraniano.
A Rússia mantém relações diplomáticas próximas com o Brasil, ambos integrantes do BRICS (grupo formado por países emergentes com foco em cooperação econômica, política e de desenvolvimento), em diversos comunicados oficiais, O Brasil afirma priorizar a resolução pacífica de conflitos

